“Cash is king”? Atrás nas sondagens, republicanos abrem cordões à bolsa na campanha
Os republicanos entram na recta final das eleições intercalares de 3 de Novembro com mais do dobro do financiamento dos democratas, mas o dinheiro não está a traduzir-se em vantagem nas sondagens.
A chefe de gabinete da Casa Branca, Sucie Wiles, garantiu ao senador Tim Scott que os recursos financeiros não seriam problema. Contudo, cerca de 40% dos 163 milhões de dólares gastos pelos principais comités trumpistas desde Setembro foi aplicado em estados onde Trump já havia vencido folgadamente em 2024, revelando fragilidades em bastiões outrora seguros.
O Texas é o caso mais flagrante: os republicanos deverão gastar cinco a seis vezes mais do que os democratas para defender um lugar que não perdiam desde 1988. O candidato Ken Paxton, apoiado por Trump mas marcado por escândalos, surge atrás do democrata James Talarico nas sondagens.
Na Câmara dos Representantes, os republicanos investem agora na defesa de pelo menos 39 lugares antes considerados seguros. O partido detém actualmente 218 lugares, contra 214 dos democratas. No Senado, a prioridade passou a ser defender a maioria, depois de os democratas aproximarem metas antes consideradas inatingíveis.
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