Portugal faz descontos nos combustíveis, mas não incentiva redução no consumo
Portugal não adoptou medidas para reduzir o uso do automóvel, optando por descontos fiscais nos combustíveis em vez de medidas de poupança recomendadas pela Agência Internacional de Energia (AIE) e pela Comissão Europeia.
- A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, alertou para subidas de 4% a 6% no consumo de combustíveis, defendendo que os apoios devem ser dirigidos aos mais vulneráveis e não generalizados.
- A AIE publicou dez medidas para reduzir a procura de petróleo, incluindo teletrabalho, redução de limites de velocidade e incentivo aos transportes públicos. Vários países como o Paquistão, o Egipto e as Filipinas já as adoptaram, enquanto a maioria dos Estados-membros da UE, incluindo Portugal, preferiu baixar impostos.
- O consumo de combustíveis rodoviários em Portugal subiu 1,7% no ano terminado em Julho, com 97% dos quilómetros percorridos ainda dependentes de combustíveis fósseis, segundo dados da associação Zero com base na DGEG.
- Mais de 75% dos portugueses nunca usam transportes públicos, muitas vezes por falta de oferta, o que limita a eficácia de apelos à redução do uso do automóvel sem investimento prévio em alternativas.
- Hoje assinala-se o Dia Europeu sem Carros.






