Escolas enchem turmas para acolher alunos sem vaga, mas ainda há pais sem resposta
Na terça-feira, foram colocados 569 alunos nos concelhos de Almada, Sintra e Amadora, somando-se aos 405 integrados em Lisboa na véspera, segundo um balanço feito pelo Ministério da Educação, que não diz quantos estudantes estão ainda por colocar. Na capital, apesar da solução apresentada, há pais que ainda não sabem em que escola vão estudar os filhos.
A solução encontrada pelas escolas tem passado por redistribuir os alunos por turmas já existentes, ultrapassando os limites legais. Para o ministro da Educação, Fernando Alexandre, a medida não compromete a qualidade do ensino.
O ministério atribui 59% dos casos de alunos que, na segunda-feira, estavam ainda por colocar a matrículas feitas fora do prazo. Diz ainda que, desde 7 de Setembro, foram registados 597 pedidos de matrícula em Almada, Amadora, Cascais, Lisboa, Seixal e Sintra, o que "têm vindo a dificultar a colocação atempada dos alunos". Para quarta-feira estão agendadas reuniões com os agrupamentos de escolas de Odivelas e do Barreiro.
Um grupo de pais, que se organizou no grupo "Não Somos Bonecos", diz que há pais que ainda não têm resposta para e pondera apresentar uma acção judicial contra o Estado, para denunciar a falta de informação e os atrasos nos serviços desde Julho.
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