Corrupção ligada a Vale do Lobo pode ter prescrito, mas juíza ainda não o reconhece
O crime de corrupção associado ao empreendimento turístico de Vale do Lobo, no Algarve, um dos imputados ao ex-primeiro-ministro José Sócrates na Operação Marquês, pode já ter prescrito.
As defesas dos empresários Rui Horta e Costa e Diogo Gaspar Ferreira, e do ex-ministro Armando Vara, pediram ao tribunal que declarasse prescrita a corrupção e o subsequente branqueamento de capitais. O Ministério Público opôs-se, argumentando que a corrupção só prescreve em Dezembro de 2028 e o branqueamento em 2033.
A juíza Susana Seca remeteu a decisão para o acórdão final, considerando prematuro pronunciar-se nesta fase do julgamento.
Entretanto, José Sócrates deverá regressar a tribunal esta quinta-feira, exactamente um ano após ter sido ouvido pela última vez, retomando um interrogatório suspenso a seu pedido.
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