Avança fusão do 1.º e 2.º ciclos, docentes até ao 4.º ano vão dar menos aulas
Em entrevista ao PÚBLICO e à Renascença, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunicou que, no próximo ano lectivo, espera testar num conjunto alargado de escolas a fusão do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico. "Não será necessariamente o fim da monodocência", afirma, mas o 1.º ciclo (alunos dos 6 aos 9 anos), tal como o conhecemos, mudará, e os docentes terão uma redução da carga lectiva para ficarem equiparados aos dos restantes níveis de ensino.
Na véspera do arranque de mais um ano lectivo, o governante assume que há escolas na Grande Lisboa onde o risco de os alunos começarem o 1.º período sem aulas a todas as disciplinas é elevado. Mas defende as medidas que tem tomado, orientadas para as zonas mais carenciadas.
Fernando Alexandre assegura ainda que neste ano lectivo já saberá dizer, finalmente, todos os meses, quantos alunos estiveram sem aulas, e considera "desapontantes" os desempenhos em Portugal no PISA, admitindo que vai estudar a hipótese de fazer regressar ao 4.º e 6.º anos exames que contem para a nota.
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