Sánchez diz não ter provas para responsabilizar Marrocos pela crise de Ceuta
Pedro Sánchez afirmou ontem no Congresso espanhol que o Governo não tomará medidas contra Marrocos pela entrada massiva de migrantes em Ceuta sem provas concretas de responsabilidade marroquina.
O presidente do Governo espanhol reconheceu um período de dez horas, a 30 de Julho, em que as autoridades fronteiriças marroquinas não controlaram os acessos, mas recusou concluir que houve uma operação orquestrada. Revelou ainda que a embaixadora marroquina foi convocada em Agosto após declarações de ministros marroquinos sobre Ceuta e Melilha consideradas "inaceitáveis".
Sánchez anunciou medidas para reforçar o controlo fronteiriço nos dois exclaves e sugeriu uma próxima visita do rei Felipe VI às cidades, a primeira de um monarca espanhol em mais de duas décadas.
A oposição reagiu com dureza. O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, classificou os acontecimentos como uma "invasão" e exigiu a demissão de Sánchez por "incompetência ou cumplicidade". O Vox também pediu a saída do primeiro-ministro. À esquerda, o Sumar criticou a resposta tardia do executivo e a ausência de consideração pela dimensão humanitária da crise.
Ler artigo completo






