As imagens das cheias no Tibete alertaram o mundo, mas são alvo de censura na China
Um vídeo de videovigilância gravado a 26 de Agosto mostra dezenas de civis a fugir antes de uma cheia destruir o posto fronteiriço chinês de Gyirong, na fronteira entre o Tibete e o Nepal. As imagens circularam em todo o mundo, mas foram censuradas na China, onde apenas uma fotografia estática foi transmitida pela televisão estatal.
- As autoridades chinesas divulgaram números significativamente inferiores aos do Nepal: 16 mortos e 564 desaparecidos do lado chinês, contra pelo menos 794 mortos e cerca de 2500 desaparecidos registados pela polícia nepalesa. A discrepância foi evidente desde o primeiro dia da tragédia.
- O contexto político do Tibete, anexado pela China nos anos 1950, justifica uma censura ainda mais apertada. Segundo a Human Rights Watch, as autoridades chinesas impõem controlos rigorosos sobre a circulação, a religião, a língua e o acesso à informação no território.
- Na China, vídeos publicados por residentes locais desapareceram rapidamente das redes sociais, e toda a informação disponível provinha dos órgãos estatais. No Nepal, jornalistas chegaram de imediato ao terreno e sobreviventes prestaram relatos em poucas horas.






