Com Flávio Bolsonaro, a mensagem é mais suave, mas a ameaça à democracia persiste
Flávio Bolsonaro, senador ungido pelo pai para disputar a presidência do Brasil em Outubro, enfrenta uma campanha marcada por erros e polémicas. O comício de lançamento em Copacabana reuniu uma multidão muito inferior à que Jair Bolsonaro mobilizava, expondo as dificuldades do candidato em descolar-se da sombra paterna.
A ligação ao banqueiro Daniel Vorcaro, protagonista da maior fraude bancária da história do Brasil, fragiliza o discurso anticorrupção do bolsonarismo. A escolha de um vice acusado de abuso sexual de menores e o afastamento de Michelle Bolsonaro dificultam ainda mais a conquista do voto feminino.
Apesar dos escândalos, as sondagens colocam Flávio consistentemente próximo de Lula da Silva, sustentado pela forte fidelidade do eleitorado bolsonarista e por uma rede digital altamente organizada, descrita por investigadores como um "partido digital" sem institucionalização formal.
As eleições decorrem num clima de imprevisibilidade acrescida pela pressão da Administração Trump, que alimenta receios de interferência americana no processo eleitoral brasileiro.
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