Da explosão ao dilúvio, Festa do Avante! faz 50 anos a passar de geração em geração
A Festa do Avante!, organizada pelo PCP, celebra este ano a sua 49.ª edição na Quinta da Atalaia, na Amora, de 4 a 6 de Setembro, assinalando igualmente meio século de história do evento.
Fundada em 1975, a festa passou por vários locais — FIL, Jamor, Alto da Ajuda e Loures — antes de o partido adquirir a Quinta da Atalaia, na Amora, em 1989, através de uma angariação de fundos. Ao longo dos anos, enfrentou cancelamentos, intempéries e uma explosão em 1976, que os comunistas alegam ter sido um atentado bombista.
Uma coisa não muda ao longo dos anos: a festa está organizada por regiões do país, mesmo que as bancas mudem de sítio, como vai acontecer em 2026, e é assente no voluntariado de militantes. A iniciativa é descrita como um evento intergeracional, que vai passando de pais para filhos.
O programa deste ano inclui concertos, debates e eventos alusivos ao cinquentenário. Por se assinalarem 50 anos da festa, houve um "investimento no cartaz", que passou pela "preocupação de ir buscar alguns artistas que se iniciaram nas festas".
No plano político, o PCP quer usar a festa para reforçar a organização dos trabalhadores face a uma eventual nova tentativa do Governo de rever o Código do Trabalho, após o chumbo do pacote laboral.
Os comunistas rejeitam comparações com a festa do Pontal, do PSD, que também completou 50 anos, defendendo que o Avante! é uma "festa do povo" com uma militância sem paralelo.
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