Cientistas alertam para perfil de risco de demência: apatia é um dos sinais
O essencial: Investigadores portugueses criaram um perfil de risco de demência que revelou 93,4% de precisão na distinção entre distúrbios cognitivos degenerativos e não degenerativos. O perfil inclui características como ter mais de 76 anos, demonstrar apatia e o "sinal do virar a cabeça" durante a consulta, isto é, olhar sistematicamente para um familiar ou cuidador.
Porque importa: O perfil permite distinguir queixas cognitivas associadas a doenças neurodegenerativas de outras queixas de falhas de memória que são muito prevalentes (por stress ou cansaço), abrindo caminho a intervenção mais precoce. Tratar os sintomas mais cedo ajuda a preservar a autonomia e promover a qualidade de vida por mais tempo.
O contexto: O estudo, publicado na revista Sinapse e coordenado por Rui Araújo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), analisou 283 doentes de uma consulta de neurologia no Norte de Portugal. Em Portugal, estima-se que 6% das pessoas com mais de 60 anos – o que corresponde a mais de 160 mil pessoas – tenham uma forma de demência, sobretudo Alzheimer.
Entrelinhas: A detecção de fases iniciais é um desafio e o estudo pode ajudar, com a validação nos cuidados de saúde primários e consultas de neurologia, sobretudo com a recente aprovação de tratamentos modificadores da doença para estádios iniciais da doença de Alzheimer na Europa.
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