Topalov dominador no Mundial de xadrez

O búlgaro Vesselin Topalov, com um jogo demolidor, venceu, anteontem, o russo Peter Svidler, na quinta ronda do Campeonato do Mundo de xadrez da FIDE, que se está a disputar em San Luis, na Argentina, cimentando a sua liderança com 1,5 pontos de vantagem sobre os seus mais directos perseguidores.
Foi a quarta vitória em apenas cinco partidas, uma superioridade que só se pode comparar àquela que no início dos anos 70 foi alcançada pelo americano Bobby Fischer. O que impressiona mais no jogo de Topalov é que as vitórias não são fruto de extraordinárias novidades teóricas, mas apenas a procura de posições complexas em que o caminho correcto não é fácil de encontrar. A associação de uma enorme autoconfiança, nervos de aço e precisão de cálculo têm sido a chave do sucesso alcançado.
Ainda faltam nove rondas, mas o favoritismo do búlgaro é inquestionável e só com um enorme esforço e alguma sorte de Svidler e do indiano Anand a tendência deste Mundial será invertida.
A vitória de Topalov, que conduziu as negras, foi uma vez mais obtida depois de ter sacrificado uma peça, criando complicações tácticas que culminaram num final em que Svidler tinha duas peças menores por torre e dois peões do búlgaro. Objectivamente, a posição era de equilíbrio dinâmico, mas sobre o tabuleiro era muito mais fácil encontrar os lances correctos por parte das negras. Com o tempo de reflexão a esgotar-se, o russo cometeu dois erros que o colocaram em posição desesperada e poucos lances depois rendeu-se.
Anand defrontou o húngaro Leko e bem porfiou para alcançar a vitoria. Parecia que a posição de Leko se ia desmoronar, mas o húngaro encontrou recursos defensivos e para desespero do indiano o empate foi acordado quando se tornou evidente a futilidade da continuação da luta.
Os duelos que opuseram o inglês Michael Adams ao uzebeque Kazimdzhanov e a húngara Judite Polgar ao russo Morozevich, também terminaram com a divisão do ponto. Jorge Guimarães

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