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Miguel Esteves Cardoso
Colunista
Acho que as autobiografias das pessoas deveriam começar pelo presente. Eu sou uma pessoa feliz, apaixonada pela Maria João, com quem vivo há mais de 20 anos. Quis ser escritor desde que me lembro de ler — muito depois de ter aprendido a querer — e sou feliz por escrever todos os dias para as pessoas que fazem e lêem o PÚBLICO. Não é fácil escrever todos os dias — mas a obrigação de escrever é boa. Para quem nunca escreveu um diário, é estranha a quantidade de coisas que nos acontecem. E a tristeza e outras qualidades delas que, de resto, jamais mencionaríamos. Foi aqui, no PÚBLICO, com letras grandes, que encontrei o compasso do meu coração. Quando as coisas corriam mal, depois de terem sido aqui escritas, foi quase como um castigo pelo prazer que me deram.
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Viva, Fernando! Quando saíu o (esplêndido) primeiro número de O Jornal escrevi, logo de manhãzinha, uma carta ao director a apontar alguns erros na secção de crítica de cinema. Respondeu-me o António Jorge Branco, a convidar-me para aparecer lá na redacção, onde, ao perceber que eu era um cinéfilo dos mais maluquinhos, me desafiou a fazer eu a crítica de cinema. Só podia escrever 3 linhas sobre cada filme - e tinha de ir vê-los todos. Passei os próximos dias a correr de cinema em cinema. Gastei mais do que os 100 escudos que prometeram pagar-me e, quando me queixei ao José Silva Pinto, ele aumentou-me para 150. Foi assim que comecei. Não conhecia lá ninguém, mas fiquei amigo de muitos. O Jornal era uma maravilha jornalística e gráfica, com um ambiente de amizade, mas ultra-profissional.
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Viva, egasmann.904044! Tem toda a razão: "preços mais caros" é asneira. O "caro" e o "barato" já qualificam os preços. É uma opinião, como dizer que um preço é justo ou absurdo. As coisas é que podem estar mais caras ou mais baratas. Os preços apenas podem estar elevados ou baixos. Ou excessivamente elevados ou baixos. Mas só será asneira durante uns tempinhos, porque o povo vai dizendo cada vez mais "o preço está caro", no sentido de custar muito a pagar - e até tem cabimento, porque os preços são mais ou menos acessíveis conforme a bolsa de cada um. Um abraço, Miguel Esteves Cardoso
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Viva, Alfm! Essa amiga é verdadeira. Fala bem inglês, mas pensa em português, claro e, quando um americano lhe perguntou se aquela rua era a Morais Soares, ela olhou à volta e, não vendo indicação nenhuma do nome da rua, respondeu "You ask well". O americano interpretou como elogio às qualidades de perguntador e agradeceu, dizendo que tinha sido "very kind of you". Que em português significa obviamente "É muito do teu género". Um abraço! Miguel Esteves Cardoso
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Viva helderdealmeida! Faça lá como entender, mas desde já lhe digo uma coisa: do meu Cramique não comes tu! Um abraço, Miguel
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Viva, MF.1482320! Obrigado pela sua excelente explicação. Concordo absolutamente. Quanto ao erro terrível da minha última frase, bem que me apetecia mudar, mas seria fraudulento. O comentário da Ana Gomes, que me alertou para o erro, seria desrespeitado e, para mal dos meus pecados, o erro original está na edição de papel para todo o sempre, sem a consolação dos comentários correctores. Um abraço, Miguel Esteves Cardoso
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Viva, Ana Gomes! Obrigado pela correcção. Tem toda a razão. Assim estraguei a última frase, rematando com um erro. Deveria ter sido "Ainda por cima, a hora que roubaram era a correcta". É grande a tentação de ir lá corrigir... Um abraço, Miguel
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Viva, helderdealmeida, Comece já, se fizer favor, a preparar os utensílios e a amesendação para esse caldo verde para o qual me convidou, que já são várias pessoas a exigir que eu verifique se as suas couves são tão boas como afiança. Muitos desconfiam, mas eu começo a suspeitar que talvez não sejam más de todo. Um abraço, Miguel Esteves Cardoso
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Viva, helderdealmeida! Desde já lhe prometo que, por virtude de gabar tanto as suas couves, não hei-de descansar enquanto não me vir a braços com uma couve das suas, nem que seja pelo sereno da noite, com a ajuda da luz do meu telemóvel, enquanto o meu amigo estiver a dormir, sonhando com a segurança da sua horta. Depois lhe direi o que achei das suas couves. Mas digo-lhe já que não há-de ser coisa boa. Um abraço, Miguel Esteves Cardoso
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Viva, João Estrada! Muito obrigado pela sua incrível generosidade! Um abraço, MEC
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Viva, José Amadeu! Obrigado pela preciosa informação! Um abraço, MEC






