Eduardo Aires: “O designer não é respeitado como deveria ser”

Portugal não reconhece o designer “da mesma forma que um arquitecto ou advogado”. O autor do novo símbolo do Governo fala sobre os desafios do design e responde às críticas de que foi alvo.

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EDUARDO AIRES NA SUA CASA PORTO Adriano Miranda

Começa tudo pelo desenho. É assim que Eduardo Aires “resolve” os seus projectos. Nascido no Ribatejo, crescido na República Federal da Alemanha e formado no Porto, este designer foi o autor do novo símbolo do Governo. O facto de ter procurado “sintetizar e produzir uma imagem com valor polissémico” valeu-lhe uma série de críticas e, inclusive, ameaças. Como não poderia deixar de ser, o novo logótipo do Governo português foi tema constante nesta conversa, mas não foi o único — o designer fala sobre o seu processo de trabalho, a situação profissional da classe ou do seu reconhecimento nacional e internacional. Eduardo Aires, de 60 anos, foi o primeiro doutorado em Design na Faculdade de Belas-Artes do Porto, onde é professor associado, e venceu prémios importantes, como o Best of Show do European Design Awards, o D&AD, ou o Graphis Design Awards.

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