Atletas russos e bielorrussos autorizados a competirem nos Jogos Olímpicos

A autorização está dependente de os atletas não terem apoiado activamente a invasão da Ucrânia pela Rússia.

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O COI autorizou russos e bielorrussos a irem a Paris Reuters/CHRISTIAN HARTMANN
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O Comité Olímpico Internacional (COI) autorizou nesta sexta-feira a participação de atletas russos e bielorrussos nos Jogos Olímpicos Paris 2024, sob bandeira neutra. Há, no entanto, a condição de não terem apoiado activamente a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Apenas 11 atletas individuais - oito russos e três bielorrussos - estão, neste momento, qualificados para a próxima edição dos Jogos Olímpicos, da qual estes dois países se mantêm excluídos das provas por equipas, informou o COI, em comunicado.

O pressuposto de participação de atletas russos e bielorrussos estipula, como extensão do estatuto neutro, a proibição de bandeiras, símbolos ou hinos nacionais dos seus países.

Apesar desta abertura, mantém-se a proibição de qualquer referência visual, pessoal ou simbólica à Rússia e Bielorrússia. Isto inclui, por exemplo, que nenhuma figura federativa ou governamental dos dois países seja convidada para assistir ao evento desportivo.

Decisão já esperada

Depois da exclusão do desporto mundial em Fevereiro de 2022, o organismo olímpico tem defendido que os atletas russos e bielorrussos não devem ser penalizados pelas acções dos governos dos seus países, autorizando agora a participação em Paris 2024, para o qual estão qualificados cerca de 60 desportistas ucranianos.

Este já era o posicionamento do organismo olímpico praticamente desde o início do conflito. Houve até uma recomendação de Thomas Bach, presidente do COI, que apontou, em Março, que os atletas deveriam ser autorizados a competirem sob bandeira neutra.

Dois meses depois, encaminhou a questão para uma lógica "passo a passo". "Iremos passo a passo. Não sabemos como a situação política evoluirá. Dependendo do que acontecer, tomaremos decisões", notou, em Maio.

A decisão final chega agora, a cerca de seis meses do evento olímpico, algo que ainda dará a alguns atletas margem para traçarem o seu projecto olímpico a tempo de uma participação que era, até ver, uma incógnita. Nunca será, ainda assim, um lote muito alargado, já que o processo de qualificação olímpica das federações internacionais proíbe, em muitos casos, como o atletismo, a participação de atletas destes dois países.

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