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A Vital Impacts quer apoiar o regresso de 13 elefantes órfãos à vida selvagem

No Quénia, há 13 elefantes órfãos que precisam de apoio para serem devolvidos à natureza. A Vital Impacts está a vender fotografias e a recolher fundos para garantir o seu regresso à vida selvagem.

Mary Lengees conforta Lodokejek, um elefante órfão que vive no Santuário para Elefantes Reteti, no norte do Quénia. O santuário está a mudar as vidas dos elefantes e das comunidades. Os elefantes ficam órfãos em resultado da seca, do conflito entre pessoas e vida selvagem, devido a causas naturais e, em casos muito raros, devido a caça furtiva. O santuário Reteti é único, uma vez que é o primeiro, no continente africano, a ser detido e gerido pela comunidade local. @amivitale Ami Vitale/Cortesia da Vital Impacts
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Mary Lengees conforta Lodokejek, um elefante órfão que vive no Santuário para Elefantes Reteti, no norte do Quénia. O santuário está a mudar as vidas dos elefantes e das comunidades. Os elefantes ficam órfãos em resultado da seca, do conflito entre pessoas e vida selvagem, devido a causas naturais e, em casos muito raros, devido a caça furtiva. O santuário Reteti é único, uma vez que é o primeiro, no continente africano, a ser detido e gerido pela comunidade local. @amivitale Ami Vitale/Cortesia da Vital Impacts

A organização Vital Impacts, co-fundada pela fotógrafa da National Geographic Ami Vitale, está novamente a vender fotografias para angariação de fundos para o apoio à conservação da vida selvagem. Desta vez, os beneficiários são um conjunto de 13 elefantes órfãos que vivem protegidos no Santuário para Elefantes Reteti, no norte do Quénia.

"Este é o primeiro santuário de elefantes gerido pela comunidade indígena do continente africano", lê-se num comunicado que a organização dirigiu ao P3. "A Reteti está a dar novos contornos ao significado de conservação ao empoderar as mulheres e ao reconhecer que a protecção da vida selvagem é também uma oportunidade de melhorar as condições de vida [das comunidades indígenas]."

Os elefantes bebés órfãos que vivem em Reteti teriam parcas chances de sobrevivência sem a intervenção da comunidade. "Chegaram ao santuário com tudo contra eles e muito por superar." Os funcionários do santuário têm vindo a prepará-los para serem libertados ao longo do último ano. Ao diminuírem a sua dependência do biberão, ao tornarem mais longos e mais abrangentes, em área, os seus passeios na natureza e ao exporem ao contacto com outros animais e com a busca de alimentos, esperam que a sua libertação lhes permita viver de forma independente para o resto da vida.

A Vital Impacts tem como objectivo, com a presente iniciativa, que dura até ao final de 2023, "apoiar este momento importante e dar visibilidade ao elo importante que existe entre o empoderamento feminino, a gestão ambiental e a preservação da vida selvagem". As imagens disponíveis são da autoria de mais de cem fotógrafos da vida selvagem, entre os quais estão Reuben Wu, Nick Brandt, Jimmy Chin, Beth Moon, Joel Sartore, Andy Mann, Steve Winter, Michael Yamashita, entre outros.

Elefantes bricam e exploram a área em torno do Santuário para Elefantes Reteti, no norte do Quénia. Os elefantes da Reteti passam o dia, todos os dias, a explorar os 343,982 hectares de terra que pertencem ao parque Namunyak Wildlife Conservancy, onde o santuário está inserido. @amivitale
Elefantes bricam e exploram a área em torno do Santuário para Elefantes Reteti, no norte do Quénia. Os elefantes da Reteti passam o dia, todos os dias, a explorar os 343,982 hectares de terra que pertencem ao parque Namunyak Wildlife Conservancy, onde o santuário está inserido. @amivitale Ami Vitale/Cortesia da Vital Impacts
O elefante foi morto por caçadores furtivos em Tsavo, no sul do Quénia, em 2004. Os seus dentes foram guardados numa sala dedicada ao marfim da Kenya Wildlife Service. Há dúvidas de que vivam, hoje, elefantes com dentes deste tamanho no continente africano. @nickbrandtphotography
O elefante foi morto por caçadores furtivos em Tsavo, no sul do Quénia, em 2004. Os seus dentes foram guardados numa sala dedicada ao marfim da Kenya Wildlife Service. Há dúvidas de que vivam, hoje, elefantes com dentes deste tamanho no continente africano. @nickbrandtphotography Nick Brandt/Cortesia da Vital Impacts
Um gigante gracioso cobre-se de pó após matar a sua sede num poço local, em Amoseli, no Quénia. @gurcharan
Um gigante gracioso cobre-se de pó após matar a sua sede num poço local, em Amoseli, no Quénia. @gurcharan Gurcharan Roopra/Cortesia da Vital Impacts
"Orangutans", fotografia da série "Eremozoic", "que reflecte sobre o desligamento do ser humano do mundo natural". @jimnaughten
"Orangutans", fotografia da série "Eremozoic", "que reflecte sobre o desligamento do ser humano do mundo natural". @jimnaughten Jim Naughten/Cortesia da Vital Impacts
"Over One Hundred Worthwhile Dilemmas". Um halo de luz sobre o deserto Siloli, na Bolívia. A fotografia pertence ao corpo de trabalho "Lux Noctis", um projecto que explora paisagens intemporais. @reuben
"Over One Hundred Worthwhile Dilemmas". Um halo de luz sobre o deserto Siloli, na Bolívia. A fotografia pertence ao corpo de trabalho "Lux Noctis", um projecto que explora paisagens intemporais. @reuben Wu Reuben/Cortesia da Vital Impacts
"A vista era deslumbrante. Dezenas de milhares de gansos sobrevoavam a ilha escocesa inabitada e coberta de nuvens Boreray, enquanto o nosso barco baloiçava selvaticamente nas ondas do Oceano Atlântico." @jimrichardsonng
"A vista era deslumbrante. Dezenas de milhares de gansos sobrevoavam a ilha escocesa inabitada e coberta de nuvens Boreray, enquanto o nosso barco baloiçava selvaticamente nas ondas do Oceano Atlântico." @jimrichardsonng Jim Richardson/Cortesia da Vital Impacts
"Dusty Tusks". Elefante no Parque Nacional de Amboseli, no Quénia. @marinacano
"Dusty Tusks". Elefante no Parque Nacional de Amboseli, no Quénia. @marinacano Marina Cano/Cortesia da Vital Impacts
Morondava, Madagascar. Estes troncos são inseparáveis e lendários, abraçados como se fossem amantes. Não é surpreendente que os habitantes locais se refiram a eles como "os Baobabs Apaixonados". É uma visão memorável. @bethmoonphotography
Morondava, Madagascar. Estes troncos são inseparáveis e lendários, abraçados como se fossem amantes. Não é surpreendente que os habitantes locais se refiram a eles como "os Baobabs Apaixonados". É uma visão memorável. @bethmoonphotography Beth Moon/Cortesia da Vital Impacts
"Fui ao México no Outono de 2019 para observar e fotografar as interacções únicas que decorrem no Oceano Pacífico. A muitas milhas de distância onde as crias brincam e os adultos descansam, um leão-marinho caça peixe que vem à superfície. Nesta imagem, ele surge por detrás de um cardume de peixe aterrorizado, em busca de uma oportunidade: para ele, é um <i>snack</i>, para alguns dos peixes, é o fim das suas vidas." @karimiliya
"Fui ao México no Outono de 2019 para observar e fotografar as interacções únicas que decorrem no Oceano Pacífico. A muitas milhas de distância onde as crias brincam e os adultos descansam, um leão-marinho caça peixe que vem à superfície. Nesta imagem, ele surge por detrás de um cardume de peixe aterrorizado, em busca de uma oportunidade: para ele, é um snack, para alguns dos peixes, é o fim das suas vidas." @karimiliya Karim Iliya/Cortesia da Vital Impacts
A cauda de uma baleia. "Os oceanos já estiveram cheios de baleias, tanto que, em alguns locais, os barcos tinham dificuldade em navegar. Hoje, os números são uma sombra do que já foram e é nosso dever fazer tudo o que podemos para proteger esta espécie senciente, inteligente e tão importante." @shawnheinrichs
A cauda de uma baleia. "Os oceanos já estiveram cheios de baleias, tanto que, em alguns locais, os barcos tinham dificuldade em navegar. Hoje, os números são uma sombra do que já foram e é nosso dever fazer tudo o que podemos para proteger esta espécie senciente, inteligente e tão importante." @shawnheinrichs Shawn Heinrichs/Cortesia da Vital Impacts
Pinguins-gentoo mergulham. "Os pinguins gentoo são os mais rápidos de todos os pinguins e podem atingir velocidades de 35km por hora." @timflachphotography
Pinguins-gentoo mergulham. "Os pinguins gentoo são os mais rápidos de todos os pinguins e podem atingir velocidades de 35km por hora." @timflachphotography Tim Flach/Cortesia da Vital Impacts
"Um conjunto de baleias-comuns na Antártida preparam-se para sacudir a foca do seu pedaço de gelo para a água, para poderem comê-la. Fotografado com um drone." @bertiegregory
"Um conjunto de baleias-comuns na Antártida preparam-se para sacudir a foca do seu pedaço de gelo para a água, para poderem comê-la. Fotografado com um drone." @bertiegregory Bertie Gregory/Cortesia da Vital Impacts
"Este é o <i>Rajan</i>. O elefante asiático de 66 anos é um dos últimos da sua espécie. Trazido para as ilhas Andaman para trabalhar na indústria da madeira, nos anos 1950, ele e um grupo de 10 elefantes foram, brutalmente, forçados a trabalhar e a aprender a nadar no oceano para transportar troncos para os barcos ou para as ilhas mais próximas. Quando essa prática foi banida, em 2022, o <i>Rajan</i> ficou sem trabalho. Ele viveu o resto da sua vida em harmonia com os troncos gigantes que costumava transportar, na selva, até à data da sua morte, em 2016. A imagem pertence à série de fotografias 'The Last of His Kind'." @jodymacdonaldphoto
"Este é o Rajan. O elefante asiático de 66 anos é um dos últimos da sua espécie. Trazido para as ilhas Andaman para trabalhar na indústria da madeira, nos anos 1950, ele e um grupo de 10 elefantes foram, brutalmente, forçados a trabalhar e a aprender a nadar no oceano para transportar troncos para os barcos ou para as ilhas mais próximas. Quando essa prática foi banida, em 2022, o Rajan ficou sem trabalho. Ele viveu o resto da sua vida em harmonia com os troncos gigantes que costumava transportar, na selva, até à data da sua morte, em 2016. A imagem pertence à série de fotografias 'The Last of His Kind'." @jodymacdonaldphoto Jody MacDonald/Cortesia da Vital Impacts
"Um elefante bebé esconde-se entre as pernas de outros elefantes do seu grupo ou família." @kaigner
"Um elefante bebé esconde-se entre as pernas de outros elefantes do seu grupo ou família." @kaigner