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Foste feliz na Feira Popular de Lisboa? Há 20 anos era assim

Ainda te lembras de andar no Comboio Fantasma ou de deslizar de cabeça para baixo no looping da montanha-russa? A Feira Popular de Lisboa encerrou portas há vinte anos. Ainda faz suspirar de saudade?

Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
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Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal

Quem ainda se recorda de andar no Comboio Fantasma da Feira Popular de Lisboa? Ou na montanha-russa, que tinha um vertiginoso looping? Poderia a bruxa electrónica Madame Zelda, que “cuspia” papelinhos que ditavam o futuro a troco de moedas, prever que, em 2023, a Feira Popular de Lisboa estaria extinta há vinte anos?

Talvez Zelda não pudesse prevê-lo, mas cumpriu-se. A Feira Popular de Lisboa, que abriu portas, pela primeira vez, em 1943, no Parque José Maria Eugénio, em Palhavã, mudaria de lugar, em 1961, para Entrecampos, antes de encerrar portas, em 2003. Nos seus tempos áureos, chegou a receber 1,4 milhões de visitantes por ano, mas, no último ano de vida, vendeu pouco mais de 300 mil entradas.

As fotografias cedidas ao P3 pelo blogue De Outra Maneira revisitam a Feira Popular de Lisboa num período pós-encerramento, quando a ruína já se havia instalado. O que sobrou dos 38 espaços de divertimento, tomados pela ferrugem e roídos pelo tempo e pelo desmazelo, permitem ainda revisitar o passado.

No mesmo blogue, a actriz Ana Zanatti recorda, nostálgica, os momentos que viveu nos carrinhos de choque ou no “vertiginoso Poço da Morte, que deitava um cheiro estranho a óleo ou a petróleo”. Lembra também como era viajar, “agarrada” a um familiar, no Comboio Fantasma, “onde atravessávamos selvas com gorilas e grutas com teias de aranha e esqueletos que nos abraçavam”, ou o Palácio da Loucura, cujos espelhos distorcidos “nos deformavam e faziam rir da figura dos adultos”.

Outros, no mesmo blogue, recordam os carrosséis com figuras da Disney, as bancas de tiro ao alvo que premiavam com peluches gigantes os atiradores mais certeiros, o cheiro a algodão doce misturado com o de frango assado e de farturas. A Feira Popular de Lisboa permanece, hoje, na memória de muitos lisboetas, mas não só. Muitos rumavam à capital para experimentar os divertimentos.

A Feira foi desmantelada em 2003 e o lugar onde existiu permaneceu vazio até ao presente ano. O megaprojecto que promete mudar a cara de Entrecampos arrancou quase cinco anos após a venda dos terrenos, em hasta pública, e dará lugar a habitação de luxo desenhada por Álvaro Siza e Souto Moura, escritórios e lojas, com conclusão prevista para 2026.

Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003
Fotografia da Feira Popular de Lisboa, após o encerramento, em 2003 ©Isabel Almasqué, Manuel Rosário e Minnie Freudenthal