O corpo negro, indígena e queer na “improvável” (não impossível) Bienal de São Paulo

A intelectual Leda Maria Martins, a base do pensamento teórico da 35.ª edição da bienal, defendeu que uma bienal com uma maioria de artistas negros e indígenas seria improvável até há pouco tempo.

Foto
Obra de Julien Creuzet na 35.ª edição da Bienal de são Paulo Levi Fanan/cortesia bienal de são paulo
Ouça este artigo
00:00
10:56

É uma paródia à famosa performance que Marina Abramovic fez em Itália nos anos 70, quando para passar numa porta estreita de uma galeria de arte em Bolonha os visitantes eram obrigados a roçar-se pelos corpos nus da artista e do seu companheiro Ulay. Não era nada de tão sexy o que esperava os visitantes da 35.ª edição da Bienal de São Paulo, logo às 10h, quando as portas abriram ao público no Pavilhão Ciccillo Matarazzo no Parque do Ibirapuera, e que ficará até ao início de Dezembro. Na porta virada para o portão 2 do parque, dois homens vestidos de “seguranças”, frente a frente num detector de metais, recebiam com um sorriso quem quisesse ser “revistado” passando por este dispositivo de segurança humano.

Os leitores são a força e a vida do jornal

O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Sugerir correcção
Ler 1 comentários