Bernard Plossu: “É isso mesmo — sou um fotógrafo-pássaro”

Há quem jure que Madrid é a cidade do coração de Plossu. Ele não diz que não, mas também não diz que sim. Mas, depois de 50 anos a regressar a ela, já era tempo de lhe deixar uma carta de amor.

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Madrid, 1993 Bernard Plossu
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Se pudesse escolher entre aparecer e aparecer fugazmente, só pelo tempo de um bater de asa, Bernard Plossu escolheria de certeza ser pássaro e aparecer com a rapidez de uma andorinha. Quando se aproximou do microfone no dia da apresentação da exposição Madrid, parte da secção oficial do PHotoEspaña 2023, o batalhão de fotógrafos que o esperava numa sala do espaço El Águila começou a sessão de disparos na sua direcção e ele, confortável q.b., até foi capaz de ironizar com o momento. “Isto parece uma partida. É muito estranho um fotógrafo ser tão fotografado, porque um fotógrafo é, normalmente, um ser invisível – bom, mas hoje não.” E depois começou a discorrer sobre o seu amor por uma cidade, Madrid, que tem para si uma força magnética e na qual, desde 1973, se foi entranhando uma e outra vez, sempre que possível, sempre que os muitos amigos que foi fazendo na cidade (ou fora dela) chamavam por ele. Talvez porque o amor a uma cidade não se faça sem os outros, os velhos amigos que reencontramos, os novos que conhecemos, ou dos que sentimos a sua ausência quando chegamos a esse lugar.

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