Mapas astrais da geração x(pto)

Os próximos “romances da Internet” serão provavelmente escritos por quem já nem vai conseguir compreender essa penosa classificação: serão apenas “romances” ou então outra coisa qualquer.

Como muitas outras categorias críticas, o “romance da Internet” é mais útil para descrever uma conveniência retórica ou uma necessidade latente do que algo que já existe. Mesmo enquanto necessidade ou conveniência, não deixa de ser um esforço taxonómico curioso. A literatura e os seus discursos paralelos foram conseguindo desenrascar-se sem nunca precisarem de postular o “romance do microscópio” ou o “romance da radiofonia” ou o “romance da imprensa de tipos móveis”. Houve alguma conversa cautelosa sobre o “romance telefónico”, normalmente para acolher anomalias formais como Vox, de Nicholson Baker (uma semi-sensação editorial de 1992, que transcreve uma sessão nas linhas eróticas), mas já aí a categoria era obsoleta.

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