Qatar 2022: quando o soft power é, afinal, sportswashing

O Mundial “é o auge” de uma estratégia de milhares de milhões de euros por parte do Qatar. O futebol tornou-se um meio para obter exposição e relevo, mas a publicidade pode tornar-se negativa.

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O Qatar tenta promover-se utilizando o desporto Marko Djurica/Reuters

A organização do Mundial de Futebol foi atribuída ao Qatar há 12 anos, mas a estratégia de usar o que muitos chamam soft power desportivo por parte do pequeno emirado começou há 20 anos, com o patrocínio de várias modalidades (através da Qatar Airways, hoje parceira oficial da FIFA) e a organização das primeiras competições. A aposta no desporto, em particular no futebol, para aumentar o reconhecimento internacional do país deveria culminar domingo, no estádio Al-Bayat, palco do jogo de abertura entre o Qatar e o Equador. Mas manter uma narrativa coerente é um elemento fundamental do soft power e é aí que começam as falhas do projecto qatari.

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