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O que a Rússia deixou para trás em Kherson

Embalagens de comida, munições e bandeiras soviéticas. Os Z marcam os lugares abandonados e vandalizados pelas tropas russas em retirada de Kherson. 

Um pano com as cores da bandeira russa ficou no chão de uma cela de um centro de detenção provisória, que, dizem os ucranianos, foi usado por membros do serviço russo para prender e torturar pessoas, antes de se retirarem de Kherson, Ucrânia. REUTERS/Murad Sezer
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Um pano com as cores da bandeira russa ficou no chão de uma cela de um centro de detenção provisória, que, dizem os ucranianos, foi usado por membros do serviço russo para prender e torturar pessoas, antes de se retirarem de Kherson, Ucrânia. REUTERS/Murad Sezer

Z pintados nas paredes marcam os lugares que tropas russas terão ocupado, vandalizado e depois abandonado em Kherson, a cidade que voltou a hastear a bandeira amarela e azul da Ucrânia. 

A capital regional, a única que a Rússia conseguiu ocupar desde o início da guerra, está há uma semana a identificar vítimas e a limpar o que as forças russas deixaram para trás, desde embalagens de comida a munições e minas. Os investigadores descobriram 63 corpos com sinais de tortura, disse o ministro do Interior da Ucrânia. "Foram descobertos 63 corpos na região de Kherson, mas temos de compreender que a busca só começou agora, que muitos mais esconderijos e enterros serão descobertos", disse Denys Monastyrsky, segundo a agência noticiosa Interfax, da Ucrânia.

A polícia ucraniana arranca das ruas cartazes de propaganda russa enquanto os habitantes descrevem como os invasores torturaram e mataram residentes a quem saquearam apartamentos. Levaram fogões, frigoríficos e televisões, contam, e destruíram infra-estruturas energéticas críticas. 

Agora, muitos cidadãos sobreviventes da ocupação russa têm sérios problemas de acesso a água potável e têm de reparar centrais eléctricas danificadas, que impedem o acesso a aquecimento e a electricidade, relatam os fotógrafos da Reuters. 

Frigoríficos roubados por soldados russos
Frigoríficos roubados por soldados russos REUTERS/Valentyn Ogirenko
Um centro de detenção provisória.
Um centro de detenção provisória. REUTERS/Murad Sezer
Uma boneca de trapos na janela de uma cela de um centro de detenção provisória.
Uma boneca de trapos na janela de uma cela de um centro de detenção provisória. REUTERS/Murad Sezer
Um retrato do presidente russo Vladimir Putin é visto num centro de detenção provisório que, segundo os ucranianos, foi utilizado por membros dos serviços russos para prender e torturar pessoas antes de estas se retirarem
Um retrato do presidente russo Vladimir Putin é visto num centro de detenção provisório que, segundo os ucranianos, foi utilizado por membros dos serviços russos para prender