A luz de Montemor-o-Novo e a escuridão de Itália

Ali não couberam a apatia, a descrença ou o medo, apenas a vitalidade regeneradora de quem sabe celebrar o estar junto. Em momentos assim, a palavra espectáculo está a mais.

Foi domingo. No esgotado Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo, sentia-se a ansiedade dos grandes momentos. Vinte e dois anos depois de ter chegado ao Alentejo, o coreógrafo e bailarino Rui Horta despedia-se da direcção artística da associação cultural Espaço do Tempo, com um espectáculo (Lúmen) concebido com 42 pessoas daquela comunidade.

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