Uwe Seeler (1936-2022), o “dinossauro” que perseguia golos de bicicleta

Temido e respeitado pelos adversários, admirado por “deuses” como Pelé, a lenda e melhor jogador da história do Hamburgo partiu sem nunca perder o sorriso que fazia parecer tão fácil como os golos que o eternizaram.

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Uwe Steele, à direita, tenta passar pelo central argentino Jorge Albrecht no Mundial de 1966, no Villa Park, Birmingham. A então RFA acabaria derrotada na final pela Inglaterra Central Press/Getty Images

Em 2015, na conferência de apresentação no Liverpool, Jürgen Klopp garantiu ser um tipo perfeitamente normal: “The normal one”, notou, para gáudio da plateia. Apesar do espanto e da referência à famosa tirada de José Mourinho no Chelsea, a afirmação do técnico alemão estava longe de ser original. Muito antes, já Uwe Seeler, lenda viva e presidente honorário do Hamburgo (HSV), além de primeiro futebolista agraciado com a Grande Ordem de Mérito da República Federal da Alemanha (RFA), se definira como mero mortal, sem pretensões a privar com divindades, mesmo depois de, em 2004, Pelé o ter incluído no “onze” ideal dos maiores futebolistas vivos…

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