Urgências de obstetrícia do Garcia de Orta encerram na noite desta terça-feira

Urgências vão estar encerradas entre as 20h00 desta terça-feira e as 8h00 de amanhã. Maternidades da região de Lisboa fizeram 58 partos na segunda-feira

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Manuel Roberto

As maternidades dos 13 hospitais/centros hospitalares da região de Lisboa e Vale do Tejo realizaram na segunda-feira 58 partos, informou esta terça-feira a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Em comunicado, a ARSLVT avança que no dia 13 de Junho foram realizados 58 partos nas maternidades dos hospitais que possuem essa valência. De acordo com a mesma nota, entre 10 e 13 de Junho, período excepcional de feriados, foram realizados 250 partos, “o que atesta o funcionamento em rede das unidades do Serviço Nacional de Saúde”.

A ARSLVT adianta que as urgências de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, vão estar encerradas entre as 20h00 desta terça-feira e as 8h00 de quarta-feira, 15 de Junho, devendo as grávidas dirigir-se para o Centro Hospitalar de Setúbal, para o Centro Hospitalar Barreiro Montijo ou para as maternidades de Lisboa que, “no referido período, estarão a funcionar com normalidade”.

As urgências de Ginecologia/Obstetrícia do Garcia de Orta já estiveram encerradas na semana passada devido à falta de pessoal médico, altura em que o conselho de administração admitiu que a unidade hospitalar tem uma escassez de médicos especialistas em Ortotraumatologia e em Ginecologia e Obstetrícia - muito embora tenha assegurado que está a desenvolver “todas as diligências” para reforçar médicos e enfermeiros.

Já a ARSLVT recorda que, nos próximos dias, “poderão ainda existir limitações em alguns hospitais, com desvios da urgência externa de Obstetrícia/Ginecologia para outras unidades da região, que assegurarão a resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

“A ARSLVT, hospitais da região e o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU)/INEM mantêm estreita articulação para garantir o normal funcionamento das urgências das maternidades da região em segurança. Caso haja necessidade de encaminhar utentes, as equipas hospitalares articulam com o CODU/INEM, no sentido de identificar a unidade que naquele momento tem melhor capacidade de resposta”, acrescenta a nota.

A ARSLVT agradece, mais uma vez “aos profissionais de saúde que vão assegurar a prestação de cuidados pelo esforço adicional” e apela “à compreensão dos utentes, lamentando, desde já, o constrangimento que, apesar de todos os meios disponibilizados, não foi possível ultrapassar”.