Separados pela linha do comboio, moradores estão contra criação de “ghettos” na Granja e na Aguda

Em causa está a construção de novas passagens pedonais elevadas e barreiras acústicas de 3,5 metros de altura nas duas localidades de Vila Nova de Gaia. Grupo de cidadãos, que prefere passagem inferior prevista em 2010, marcou protesto para este sábado. IP diz que a obra vai avançar.

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No apeadeiro da Aguda a passagem pedonal passará a ser feita através de uma estrutura elevada que já está construída Paulo Pimenta

Num dia da semana de manhã, como é habitual quase diariamente, Janete Zenha e Clementina Zenha, mãe e filha, passam pela estação de comboios da Granja para chegarem à praia com o cão para um passeio. Vivem a 200 metros dali e estão a pouco mais de cinco minutos a pé do mar, até onde descem sempre que podem. Nesta e noutras vezes atravessam a linha de comboio pela única passagem que ali existe. Param, escutam, olham e seguem quando têm a certeza de que nenhum veículo se aproxima do sítio onde estão. Fazem-no desta forma como sempre fizeram: por cima de um estrado instalado ao nível do solo entre os carris.

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