Quando éramos os portugueses em França

Lançado há quatro dias nas livrarias francesas, a banda desenhada Les Portugais, de Olivier Afonso (texto) e Chico (desenhos), reencaminha os leitores portugueses na direcção de um passado que continua presente: o das desventuras da imigração. O PÚBLICO falou com o argumentista, filho de pais portugueses.

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Reprodução parcial da capa de Les Portugais

Agosto de 1973, algures na fronteira franco-espanhola, Mário entrega metade de uma velha fotografia a um homem barbudo. Este diz “Perfeito, vou dá-la à tua mãe e estaremos quites” e deixa-lhe um conselho: “Evita dar nas vistas, se não quiseres arranjar sarilhos”. De mãos vazias, Mário observa a partida do homem num carro, quando tocam os sinos de uma aldeia que o despertarão para uma aventura inédita e necessária. Na companhia de um imigrante como ele, será perseguido. Mais tarde, encontrará trabalho, duro e clandestino, e testemunhará violência dos poderosos. E por fim, apaixonar-se-á e terá um filho (nunca saberemos se a fotografa completa, prova da bem-aventurada viagem, chegou à mãe entregue pelo passador barbudo).

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Agosto de 1973, algures na fronteira franco-espanhola, Mário entrega metade de uma velha fotografia a um homem barbudo. Este diz “Perfeito, vou dá-la à tua mãe e estaremos quites” e deixa-lhe um conselho: “Evita dar nas vistas, se não quiseres arranjar sarilhos”. De mãos vazias, Mário observa a partida do homem num carro, quando tocam os sinos de uma aldeia que o despertarão para uma aventura inédita e necessária. Na companhia de um imigrante como ele, será perseguido. Mais tarde, encontrará trabalho, duro e clandestino, e testemunhará violência dos poderosos. E por fim, apaixonar-se-á e terá um filho (nunca saberemos se a fotografa completa, prova da bem-aventurada viagem, chegou à mãe entregue pelo passador barbudo).