A vida (ainda) oculta do cinema japonês

O leitor nunca ouviu falar de Tomotaka Tasaka, Kozaburo Yoshimura e Tomu Uchida? Encontre conforto na ideia de que quase ninguém ouviu. É por isso uma singular aposta de distribuição: puxar o fio à meada do cinema japonês, uma das histórias mais complexas e misteriosas do cinema mundial do século XX.

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Uma singularíssima aposta de distribuição: três filmes japoneses, de meados dos anos 50, a preto e branco, assinados por realizadores cujos nomes serão totalmente obscuros para o espectador comum, e mesmo para o espectador “incomum”. O leitor nunca ouviu falar de Tomotaka Tasaka, Kozaburo Yoshimura e Tomu Uchida? Encontre conforto na ideia de que quase ninguém ouviu: são três “mestres desconhecidos” (como a distribuidora, The Stone and the Plot, apelidou esta operação) do cinema japonês, três homens de longa carreira nos estúdios japoneses que nunca, em vida, conheceram qualquer “internacionalização” e praticamente nem depois da morte. Sem que isso signifique que sejam mais conhecidos no Japão: também aí estão quase esquecidos, relíquias de um sistema de produção que poucos consideram digno de recuperação ou revisão, que existem num limbo — “praticamente nem houve edições em DVD”, diz-nos Miguel Patrício, que programou estes três títulos para a The Stone and the Plot — desde o fim da sua carreira comercial.

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