Grupos de cidadãos prevêem gastar 2,6 milhões de euros: Rui Moreira e Isaltino têm os maiores orçamentos

Nas eleições autárquicas de 2017, Isaltino Morais apresentou um orçamento de 283 mil euros e Rui Moreira de 285 mil euros.

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O movimento “Rui Moreira: Aqui Há Porto” prevê gastar 316.388 euros, mais do que a campanha de Carlos Moedas Nelson Garrido

Os orçamentos de campanha dos grupos de cidadãos candidatos às eleições autárquicas totalizam 2,6 milhões de euros, sendo os movimentos independentes de Rui Moreira, no Porto, e de Isaltino Morais, em Oeiras, os que apresentam maiores despesas.

Segundo os orçamentos disponibilizados na página da Internet da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, o movimento “Rui Moreira: Aqui Há Porto” prevê gastar 316.388 euros, enquanto o movimento “Isaltino Inovar Oeiras” prevê despesas de 285.155,78 euros.

Nas eleições autárquicas de 2017, Isaltino Morais apresentou um orçamento de 283 mil euros e Rui Moreira de 285 mil euros. Nesse ano, o total de despesas previstas pelos grupos de cidadãos foi de cerca de quatro milhões de euros.

Se aos 2.639.120,7 euros deste ano forem somados os 31 milhões de euros que os partidos tencionam gastar, de forma isolada ou em coligações, a despesa com a campanha eleitoral fica em mais de 33,6 milhões de euros, abaixo dos cerca de 39 milhões de euros verificados em 2017.

Dos 308 concelhos, apenas 64 contam com candidaturas de grupos de cidadãos, sendo que em quatro municípios há dois movimentos em cada: Albufeira (no distrito de Faro), Sabrosa (Vila Real), Redondo (Évora) e Castelo de Paiva (Aveiro).

Na lista dos maiores orçamentos, depois de Rui Moreira e Isaltino Morais, segue-se o movimento “Elisa Ferraz - Nós Avançamos Unidos”, em Vila do Conde (distrito do Porto), com 125 mil euros, seguido de “Batalha é de Todos - Movimento Independente”, com cerca de 91 mil euros, do “SEMPRE - Movimento Independente”, em Castelo Branco, com 81.500 euros, do grupo de cidadãos “Pela Guarda - Autárquicas 2021”, com 80.343 euros, e do movimento cívico “Unidos por Torres Vedras”, com 80 mil euros.

O movimento independente “Figueira a Primeira”, liderado pelo antigo primeiro-ministro e ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes, apresentou um orçamento de 64 mil euros. Pedro Santana Lopes já liderou a Câmara da Figueira da Foz entre 1998 e 2001.

Quantos aos orçamentos mais baixos, o grupo de cidadãos “António Franco/Esperança” apresentou uma estimativa de despesas de 750 euros na candidatura à Câmara de Alenquer, no distrito de Lisboa, enquanto em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, um movimento independente tem um orçamento de 820 euros.

As candidaturas independentes conquistaram nas eleições autárquicas de 2017 17 câmaras municipais, mais quatro do que em 2013, e em 13 destes municípios conseguiram maioria absoluta.

As eleições autárquicas deste ano realizam-se em 26 de Setembro. Em Portugal há 308 municípios, dos quais 278 no continente, 19 nos Açores e 11 na Madeira. Quanto a freguesias, são 3092, com a seguinte distribuição: 2.882 no continente, 156 nos Açores e 54 na Madeira.

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