Triciclos da norte-americana Vanderhall chegam a Portugal com quase 200cv

Os veículos da marca norte-americana distinguem-se pela imagem e pelo conceito: é uma espécie de carro-brinquedo, com potência a rodos, mas “ideal para passear com calma”

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Vanderhall Venice GT
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Vanderhall Venice GT
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Venice Blackjack
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Vanderhall Carmel
,Motocicleta
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Vanderhall Carmel
,Vanderhall Motor Works
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Vanderhall Carmel
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Vanderhall Carmel

Para quem o automóvel é um bem utilitário, para ser usado meramente como meio de transporte, os Vanderhall podem parecer estranhos. Até porque não são exactamente automóveis; são triciclos e serão assim homologados, até ao fim do Verão, se tudo correr como previsto e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes - IMT adoptar o certificado de conformidade alemão — o emblema do Utah já circula em vários países da União Europeia.

Depois de obtida a homologação necessária à legalização, estes veículos propõem-se a responder a um nicho de mercado que valoriza o estilo, sobretudo se se estiver voltado para uma onda retro. Afinal, fazem lembrar veículos saídos da primeira metade do século XX, ideais para os saudosistas dos três rodas da Morgan (que a própria fez renascer com o 3 Wheeler) — e, muito provavelmente, quem os comprar estará a fazê-lo com espírito de coleccionador. 

Para já, o importador apostou meramente em motores térmicos, cuja sonoridade deverá criar tantos amores quantos ódios; mais para a frente, diz, equaciona trazer a proposta eléctrica ainda em desenvolvimento, uma vez que a existente ainda não admite carregamento rápido. E, lá por ser um triciclo — duas rodas à frente e uma atrás —, não se pense que vem equipado com um motor pequeno, adoptado do mundo das motas.

Há dois blocos, ambos com origem GM, um com capacidade de 1,4 litros e outro de 1,5 litros. Para enfiar tais motores nesta carroçaria terá sido um cabo dos trabalhos, sobretudo porque não sobra muito espaço para o necessário arrefecimento. Mas, entre outras mexidas, as alterações no radiador assim como a utilização de um óleo específico (atenção: se o proprietário optar por usar outro lubrificante, o fabricante não se responsabiliza) tornaram possível a façanha. Para o provar, pegaram nos veículos e levaram-nos para o calor abrasador do deserto: ao fim de dez mil quilómetros de “tareia” ficou atestada a fiabilidade do sistema.

Há duas variantes da carroçaria que podem ser identificadas pelo nome: o Venice e o Carmel, sendo que o que as distingue logo à primeira vista é a existência ou não de portas.

No arranque da gama, o Venice apresenta-se como um verdadeiro roadster, que se multiplica em quatro propostas. A primeira, a Blackjack (desde 38.795€)​, é servida pelo “mais fraquinho” 1.4 litros sobrealimentado, de quatro cilindros, a debitar 175cv (são 3,77 kg/cv) e um binário máximo de 251 Nm, acoplado a uma transmissão automática de seis velocidades, chega, como o nome indica, revestida a preto. Segue-se o Venice (a partir de 43.895€), com motor sobrealimento de 1.5 litros e quatro cilindros, de injecção directa, com expressivos 194cv (para uma relação de 3,41 kg/cv) e um binário de 275 Nm. Nesta versão, chegam mimos como assentos aquecidos, volante de madeira com centro polido e sistema de som por Bluetooth. Um degrau acima, o Venice GT (48.395€) acresce cruise control, manómetros de impulso e mudanças e escapes desportivos. No topo, o Venice GTS (51.995€) apresenta-se com jantes de 19” e sistema de travagem Brembo.

Para a carroçaria com portas, a variante Carmel, todas assentes no bloco de 1,5 litros com 194cv, surge em três declinações: Carmel (53.695€), com cruise control, aquecimento e bancos aquecidos, jantes de 19”, capota amovível, volante de madeira com centro polido e sistema de som por Bluetooth; Carmel GT (58.195€), que junta manómetros de impulso e mudanças e interior em couro; e Carmel GTS (61.795€), com sistema de travagem Brembo.