Acusados por tráfico de pessoas em Santarém tiveram “conduta facilitada” por falta de fiscalização

Ministério Público acusou quatro homens e uma empresa de trabalho temporário indianos por aliciamento fraudulento e exploração laboral de 22 trabalhadores agrícolas. Um dos casais, vindo da Índia, pagou sete mil euros à chegada a Portugal em troca de trabalho, contrato e promessa de legalização. O trabalho era intermitente, o contrato falso e a legalização uma miragem.

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Às primeiras horas do dia 8 de Julho de 2020, as buscas domiciliárias na rota que liga Alpiarça a Almeirim e a Muge começaram em várias habitações, com a apreensão de cadernos e outros documentos em papel, que elencavam os nomes de dezenas de cidadãos indianos, alguma documentação que lhes dizia respeito e contratos de trabalho assentes em condições fictícias.