Cash a Lot e Flicka lideram Campeonato de Portugal de Cruzeiros

É decidido neste domingo em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, o título nacional de embarcações com certificado ORC.

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Rodrigo Moreira Rato/LX Sailing
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Após três dias de regatas ao largo de Angra do Heroísmo, o Campeonato de Portugal de Cruzeiros ORC, numa organização conjunta entre o Angra Iate Clube e a Federação Portuguesa de Vela, termina neste domingo na ilha Terceira com a realização dos últimos percursos no mar dos Açores.

Com sete regatas já realizadas (seis do tipo Barlavento/Sotavento e uma costeira), o madeirense Cash a Lot, que defende o título conquistado em 2019, lidera na classe A, enquanto o Flicka é o primeiro classificado na classe B. Álamo Meneses, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, afirma que a cidade açoriana pretende “atrair mais eventos destes, com percursos mais longos”.

Com um máximo de três regatas agendadas para o último dia do Campeonato de Portugal de Cruzeiros ORC, o título nacional nas duas classes ainda está por atribuir e tudo se vai decidir nas últimas milhas náuticas de competição ao largo de Angra do Heroísmo.

Na classe A, o Cash a Lot, que há dois anos conquistou o título na Madeira – em 2020 a competição foi adiada devido à pandemia -, recuperou o primeiro lugar no penúltimo dia após vencer a regata costeira, que percorreu um trajecto que levou a frota até aos ilhéus das Cabras e dos Fradinhos, mas continua a ter por perto o Panther/Syone, pelo que tudo se vai decidir milha a milhas entre os dois veleiros.

Igualmente equilibrada está a luta na classe B, onde há três embarcações que ainda têm hipóteses de terminar no primeiro lugar: o Flicka, o Jolly Jumper e o Xazul.

No final do terceiro de quatro dias da competição nos Açores, Álamo Meneses, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, município que apoiou a organização do Campeonato de Portugal de Cruzeiros ORC, reconheceu que o aumento do número de casos de covid-19 nos últimos dias na ilha Terceira acabou por “mudaram substancialmente” e “limitar” a forma como a prova foi organizada “numa componente que seria importante num evento desta natureza, que é a componente social”.

“Tivemos um período bom que nos teria permitido com algum grau de confiança e segurança organizar este evento. Infelizmente nestes últimos dias as coisas mudaram substancialmente e, se calhar, agora teríamos mais dificuldade em por de pé este tipo de organização. Não houve a possibilidade de fazer o que é costume fazer e é comum neste eventos, que são refeições partilhadas e uma abertura maior à comunidade local. Acabou por empobrecer o evento, não na componente desportiva, mas fortemente na social, que é uma componente forte nestas competições”, lamentou o autarca.

Líder da câmara angrense desde 2013, Álamo Meneses refere, em conversa com o PÚBLICO, que as “cidades açorianas, todas elas, foram construídas de costas viradas para o mar, por causa da questão meteorológica” e Angra do Heroísmo não é excepção, mas considera ser “fundamental manter a ligação ao mar” e a eventos náuticos, sendo “necessário investir em força na divulgação” deste tipo de competições, uma vez que a cidade açoriana pretende “apostar na náutica e no trafego de passageiros”.

Lamentando que o Estado português “imponha imensas restrições no acesso e na fruição do mar”, o que “cria barreiras” e “continua a ser um enorme inimigo de tudo o que seja actividades náuticas”, colocando “entraves que torna difícil a relação do cidadão com o mar”, Álamo Meneses diz que seria “mais fácil promover mais e melhor” se existisse “uma relação mais fácil com o sistema de autoridade marítima e com as regras que existem em torno desta matéria que, em muitos casos, são difíceis de ultrapassar”.

Porém, apesar das dificuldades, o político açoriano refere que pretende colocar Angra do Heroísmo “no campeonato da náutica de recreio”, por ser “um sector que está a crescer de forma rápida e quando se vive numa ilha, todas as actividades que possam contribuir para a criação de economia e emprego são bem-vindas”. 

Embora a Horta, na ilha do Faial, leve vantagem, uma vez que “foi a primeira cidade açoriana a entrar” no negócio da náutica de recreio, beneficiando assim “da questão de ser a primeira, e de ter uma estrutura portuária que desde muito cedo permitiu bom abrigo às embarcações”, o autarca salienta que “hoje Angra já tem uma presença importante” neste sector.

“Temos que melhorar a nossa capacidade logística e a construção que está a acontecer no porto dará mais vantagens. Precisamos de nos afirmar e criar coligações. É difícil a uma cidade ou a um porto sozinho eventos de grande dimensão. Temos que criar uma rede transatlântica com parceiros do lado europeu e americanos, fortalecendo a ligação com a Horta e Ponta Delgada para atrair mais eventos destes, com percursos mais longos”, concluiu, em declarações ao PÚBLICO, o edil angrense.

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