Decameron, de Giovanni Boccaccio: uma introdução

Vamos publicar no Leituras doze textos do Decameron, uma das obras centrais da literatura mundial, que não é traduzido para português há mais de 50 anos. O investigador do Centro de Estudos Comparatistas e tradutor Simão Valente, que escreve esta introdução, irá semanalmente traduzir uma novela desta obra de Giovanni Boccaccio (1313- 1375), directamente do italiano para português. Doutorado pela Universidade de Oxford, co-editou a antologia Literatura-Mundo Comparada (Tinta-da-china).

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Boccaccio e outros fugindo da peste; iluminura de uma edição francesa do "Decameron" (c. 1485) Digitalizado a partir da obra original pela Koninklijke Bibliotheek e por Jan Arkesteijn
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O investigador do Centro de Estudos Comparatistas e tradutor Simão Valente Rui Gaudêncio

“Para quê realizar uma obra quando é tão belo apenas sonhá-la?” O Decameron (1971), de Pier Paolo Pasolini, acaba com estas palavras, ditas pelo próprio realizador, que desempenha no filme o papel de um discípulo de Giotto. A personagem contempla o fresco terminado, que o ocupou durante a segunda parte do filme, servindo essa história como moldura a todas as outras, extraídas do livro homónimo de Giovanni Boccaccio (c. 1356).