Sondagem: PS desce mas mantém-se como partido mais votado

À direita, só a Iniciativa Liberal e o Chega consolidam posições, o PSD está a 12 pontos do PS.

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O desgaste de António Costa parece não afectar as intenções de voto no PS LUSA/ANTÓNIO PEDRO SANTOS

O PS perde terreno nas intenções de voto mas mantém-se como o partido mais votado (com 37,6%), ficando 12 pontos à frente do PSD, apesar de António Costa somar agora mais avaliações negativas. A sondagem da Aximage para o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF revela ainda que o Chega se coloca a par do Bloco de Esquerda e que a Iniciativa Liberal ultrapassa ligeiramente a CDU.

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O PS perde terreno nas intenções de voto mas mantém-se como o partido mais votado (com 37,6%), ficando 12 pontos à frente do PSD, apesar de António Costa somar agora mais avaliações negativas. A sondagem da Aximage para o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF revela ainda que o Chega se coloca a par do Bloco de Esquerda e que a Iniciativa Liberal ultrapassa ligeiramente a CDU.

No barómetro deste mês, divulgado nesta segunda-feira, o primeiro-ministro mostra algum desgaste nas avaliações dos inquiridos face a Maio passado (embora mantendo ainda um saldo positivo entre as opiniões positivas e negativas) mas isso parece não afectar muito as intenções de voto no PS. Dos 38,9% registados no barómetro da Aximage de Maio, os socialistas ficam agora com 37,6%, ainda acima do resultado das legislativas de 2019.

Já o PSD recupera um ponto percentual, ficando nos 25,2%, um número abaixo do que obteve nas legislativas de 2019.

À direita, o Chega cresce sete décimas percentuais (7,7%) e praticamente empata com o Bloco (7,8%). Com os 5,5% da Iniciativa Liberal, os dois novos partidos no Parlamento totalizam já 13,2%. Com o PSD, já conseguem ultrapassar as intenções de voto no PS. Já não podem contar com grande apoio do CDS, que perdeu terreno e obtém apenas 0,9%.

À esquerda, o BE aguenta (7,8%) mas a CDU cai da fasquia dos 5% (4,8%) e só com o PAN (que sobe de 3,7% para 4,6%) se pode conseguir uma maioria de esquerda mais confortável.

O trabalho de campo desta sondagem decorreu entre os dias 10 e 12 de Julho, com 763 entrevistas. A esta amostra corresponde um grau de confiança de 95%, com uma margem de erro de 3,5%. O estudo tem a direcção técnica de José Almeida Ribeiro.