Sentir o pulsar da Terra no fundo do Atlântico

Entre os Açores, a Madeira e as Canárias, uma equipa multinacional encontra-se a instalar 50 aparelhos no fundo do mar que vão registar os sismos durante um ano inteiro. Com essa informação, far-se-á o retrato mais detalhado do manto terrestre. Tudo para perceber fenómenos que controlam a evolução global do planeta, como o vulcanismo.

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Lançamento ao mar de um dos sismómetros submarinos DR

Se pressionarmos dois dedos junto dos pulsos ou do pescoço, podemos sentir a nossa pulsação, que nos indica o bater do coração. É mais ou menos isso que uma equipa de cientistas coordenada pela sismóloga Ana Ferreira vai procurar fazer com o planeta – sentir o pulsar da Terra. Os “dois dedos” dos investigadores são sofisticados sismómetros que estão a ser largados no fundo do Atlântico Norte, numa vasta área entre os Açores, a Madeira e as Canárias, durante uma campanha de cerca de 35 dias no navio Mário Ruivo, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).