O que fazer às cidades entre a terra seca e a terra molhada

A tragédia humana do colapso da torre de apartamentos em Miami é a evocação mais dolorosa dos riscos com que se deparam as cidades, tão diferentes dos do passado. Hoje são obrigadas a repensar o seu próprio ordenamento e o que fazer com o poder que têm para definir o solo e o seu uso. Pode ser na Florida do Sul ou no Bangladesh, em Osaka ou em Matosinhos.

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Marco Bello/Reuters

O traço mais distintivo das cidades contemporâneas é viverem sob a pressão combinada da sua sociodemografia e das alterações climáticas provocadas pelas emissões de gases com efeito de estufa (GEE), pelas quais são responsáveis na sua grande maioria. As estimativas sobre a percentagem da população mundial a viver nas cidades variam entre mais de metade, 4,2 mil milhões e cerca de um terço da população, 2,59 mil milhões de pessoas, consoante o critério utilizado (1).

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