Covid-19

Autocarros, igrejas ou sob baleias: os lugares mais estranhos para vacinar

Uma baleia azul gigante pendurada no tecto com um penso rápido na barbatana sobre um local de vacinação no Museu Americano de História Natural em Nova Iorque, EUA., 23 de Abril de 2021. REUTERS/Shannon Stapleton
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Uma baleia azul gigante pendurada no tecto com um penso rápido na barbatana sobre um local de vacinação no Museu Americano de História Natural em Nova Iorque, EUA., 23 de Abril de 2021. REUTERS/Shannon Stapleton

Há quem tenha terror a agulhas, há quem esteja ansioso para ser vacinado. Quem pensa em vacinação, imagina um consultório médico esterilizado e com luzes claras, mas já há mais de um ano que o absurdo mundo da covid-19 convida a esperar o inesperado. Pelo planeta fora, há centros de vacinação a serem montados nos locais mais imprevisíveis.

De catedrais a bares, passando por autocarros modificados e até um velódromo, há quem esteja a ser vacinado em lugares estratégicos ou apenas convenientes à inoculação contra o novo coronavírus. O Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, é um deles, onde os pacientes podem apreciar as dimensões da enorme baleia azul pendurada no tecto. No restaurante Biblioteka kod Milutina, na Sérvia, quem aceita ser vacinado recebe uma refeição grátis, contribuindo assim para a reabertura da restauração no país. Em Veneza, até o tradicional vaporetto, um verdadeiro táxi aquático, acolhe quem quer receber a vacina.

Em centros comerciais, rios ou campos agrícolas, cidadãos de todo o mundo são aliciados com descontos, concertos, bebidas grátis e convívio em campanhas de vacinação pela imunidade de grupo. E agora? Ainda queres ser vacinado num consultório médico?

Texto editado por Amanda Ribeiro

Um visitante recebe uma dose da vacina QazCovid-in contra o coronavírus num centro de vacinação localizado num centro comercial e de entretenimento em Almaty, Cazaquistão, a 27 de Abril de 2021. O Cazaquistão começou a utilizar a sua própria vacina QazCovid-in desenvolvida internamente, também conhecida como QazVac, para a inoculação em massa.
Um visitante recebe uma dose da vacina QazCovid-in contra o coronavírus num centro de vacinação localizado num centro comercial e de entretenimento em Almaty, Cazaquistão, a 27 de Abril de 2021. O Cazaquistão começou a utilizar a sua própria vacina QazCovid-in desenvolvida internamente, também conhecida como QazVac, para a inoculação em massa. REUTERS/Pavel Mikheyev
Pessoas esperam para receber a vacina contra a covid-19 num centro de vacinação no interior da Catedral de Salisbury, em Salisbury, Grã-Bretanha, a 20 de Janeiro de 2021.
Pessoas esperam para receber a vacina contra a covid-19 num centro de vacinação no interior da Catedral de Salisbury, em Salisbury, Grã-Bretanha, a 20 de Janeiro de 2021. REUTERS/Paul Childs
Uma mulher recebe a vacina como parte de uma iniciativa do município de Telavive que oferece uma bebida num bar aos residentes que recebem a injecção. Israel, 18 de Fevereiro de 2021.
Uma mulher recebe a vacina como parte de uma iniciativa do município de Telavive que oferece uma bebida num bar aos residentes que recebem a injecção. Israel, 18 de Fevereiro de 2021. REUTERS/Corinna Kern
Pessoas fazem fila à porta de um autocarro transformado num centro de vacinação móvel contra a covid-19, em Thamesmead, Londres, Inglaterra, 14 de Fevereiro de 2021.
Pessoas fazem fila à porta de um autocarro transformado num centro de vacinação móvel contra a covid-19, em Thamesmead, Londres, Inglaterra, 14 de Fevereiro de 2021. REUTERS/Henry Nicholls
Um paciente recebe a vacina AstraZeneca na clínica de Claudia Schramm. Maintal, Alemanha, a 24 de Março de 2021.
Um paciente recebe a vacina AstraZeneca na clínica de Claudia Schramm. Maintal, Alemanha, a 24 de Março de 2021. REUTERS/Kai Pfaffenbach
Equipa nacional francesa de ciclismo treina enquanto pessoas esperam para receber uma dose da vacina Comirnaty/Pfizer-BioNTech no Velódromo Nacional interior de Saint-Quentin-en-Yvelines em Montigny-le-Bretonneux, sudoeste de Paris, França, 26 de Março de 2021.
Equipa nacional francesa de ciclismo treina enquanto pessoas esperam para receber uma dose da vacina Comirnaty/Pfizer-BioNTech no Velódromo Nacional interior de Saint-Quentin-en-Yvelines em Montigny-le-Bretonneux, sudoeste de Paris, França, 26 de Março de 2021. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Um cidadão de Veneza recebe a vacina contra o SARS-CoV-2 a bordo de um "vaporetto" tradicional, um ferry normalmente utilizado para transportes públicos em Veneza, Itália, 5 de Abril de 2021.
Um cidadão de Veneza recebe a vacina contra o SARS-CoV-2 a bordo de um "vaporetto" tradicional, um ferry normalmente utilizado para transportes públicos em Veneza, Itália, 5 de Abril de 2021. REUTERS/Manuel Silvestri
Profissionais de saúde deslocam-se a uma comunidade agrícola para administrar vacinas durante o surto da covid-19 em Meca, Califórnia, E.U.A., 1 de Fevereiro de 2021.
Profissionais de saúde deslocam-se a uma comunidade agrícola para administrar vacinas durante o surto da covid-19 em Meca, Califórnia, E.U.A., 1 de Fevereiro de 2021. REUTERS/Mike Blake
Uma mulher recebe uma dose da vacina Sputnik V num centro de vacinação móvel dentro de autocarro em Simferopol, Crimeia, a 14 de Abril de 2021.
Uma mulher recebe uma dose da vacina Sputnik V num centro de vacinação móvel dentro de autocarro em Simferopol, Crimeia, a 14 de Abril de 2021. REUTERS/Alexey Pavlishak
O Vacci'Bus, um autocarro convertido num centro de consultas e vacinas contra a covid-19 que percorre aldeias isoladas perto de Reims para levar tratamento a idosos. Vandeuil, França, 28 de Janeiro de 2021.
O Vacci'Bus, um autocarro convertido num centro de consultas e vacinas contra a covid-19 que percorre aldeias isoladas perto de Reims para levar tratamento a idosos. Vandeuil, França, 28 de Janeiro de 2021. REUTERS/Pascal Rossignol
Pessoas são vacinadas contra o novo coronavírus no aeroporto de Suvarnabhumi em Banguecoque, Tailândia, a 28 de Abril de 2021.
Pessoas são vacinadas contra o novo coronavírus no aeroporto de Suvarnabhumi em Banguecoque, Tailândia, a 28 de Abril de 2021. REUTERS/Jorge Silva
Pessoas aguardam o período de recobro após serem vacinadas, acompanhadas por música ao vivo de um organista, numa clínica mantida na Catedral Episcopal de Saint Mark, em Washington, EUA, a 29 de Abril de 2021.
Pessoas aguardam o período de recobro após serem vacinadas, acompanhadas por música ao vivo de um organista, numa clínica mantida na Catedral Episcopal de Saint Mark, em Washington, EUA, a 29 de Abril de 2021. REUTERS/Lindsey Wasson
Clientes fazem refeições num restaurante onde se recebem doses da vacina chinesa Sinopharm contra a doença a covid-19 em Kragujevac, Sérvia, 4 de Maio de 2021. No restaurante Biblioteka kod Milutina, a quem decide ser vacinado é servida uma refeição gratuita à terça-feira, como oferta única para promover a vacinação e contribuir para a reabertura de cafés, restaurantes e bares.
Clientes fazem refeições num restaurante onde se recebem doses da vacina chinesa Sinopharm contra a doença a covid-19 em Kragujevac, Sérvia, 4 de Maio de 2021. No restaurante Biblioteka kod Milutina, a quem decide ser vacinado é servida uma refeição gratuita à terça-feira, como oferta única para promover a vacinação e contribuir para a reabertura de cafés, restaurantes e bares. REUTERS/Marko Djurica
Um homem recebe a vacina ao lado de um pote de brandy na remota aldeia de montanha de Ljevista, município de Kolasin, Montenegro, 10 de Maio de 2021.
Um homem recebe a vacina ao lado de um pote de brandy na remota aldeia de montanha de Ljevista, município de Kolasin, Montenegro, 10 de Maio de 2021. REUTERS/Stevo Vasiljevic
Pessoas esperam em fila para serem vacinadas na estação ferroviária Grand Central Station Terminal em Manhattan, Nova Iorque, EUA., 12 de Maio de 2021.
Pessoas esperam em fila para serem vacinadas na estação ferroviária Grand Central Station Terminal em Manhattan, Nova Iorque, EUA., 12 de Maio de 2021. REUTERS/Carlo Allegri
Janet Santiago, segurança da MTA, reage após ter recebido uma vacina da Johnson & Johnson durante o arranque do programa de vacinação pública da MTA, na estação de metro de Coney Island, Nova Iorque, EUA, 12 de Maio de 2021.
Janet Santiago, segurança da MTA, reage após ter recebido uma vacina da Johnson & Johnson durante o arranque do programa de vacinação pública da MTA, na estação de metro de Coney Island, Nova Iorque, EUA, 12 de Maio de 2021. REUTERS/Brendan McDermid
Uma faixa informativa colocada do lado de fora do centro de vacinação contra o novo coronavírus é exposta num mercado alimentar em Almaty, Cazaquistão, a 14 de Abril de 2021. O Cazaquistão instalou centros de vacinação em centros comerciais e bazares na esperança de acelerar a sua campanha de vacinação em massa.
Uma faixa informativa colocada do lado de fora do centro de vacinação contra o novo coronavírus é exposta num mercado alimentar em Almaty, Cazaquistão, a 14 de Abril de 2021. O Cazaquistão instalou centros de vacinação em centros comerciais e bazares na esperança de acelerar a sua campanha de vacinação em massa. REUTERS/Pavel Mikheyev
A trabalhadora municipal Ana Cassia Oliveira de Lima e o seu colega fotografados perto das margens do rio Negro antes de tomarem a vacina AstraZeneca na comunidade de Nossa Senhora do Livramento, em Manaus, Brasil, 3 de Maio de 2021.
A trabalhadora municipal Ana Cassia Oliveira de Lima e o seu colega fotografados perto das margens do rio Negro antes de tomarem a vacina AstraZeneca na comunidade de Nossa Senhora do Livramento, em Manaus, Brasil, 3 de Maio de 2021. REUTERS/Bruno Kelly
Marair Queiroz recebe a vacina da AstraZeneca da profissional de saúde Neuda Sousa durante uma inundação pelo rio Solimões, um dos dois principais braços do rio Amazonas, em Anama, estado do Amazonas, Brasil 14 de Maio de 2021.
Marair Queiroz recebe a vacina da AstraZeneca da profissional de saúde Neuda Sousa durante uma inundação pelo rio Solimões, um dos dois principais braços do rio Amazonas, em Anama, estado do Amazonas, Brasil 14 de Maio de 2021. REUTERS/Bruno Kelly
Pessoas esperam para receber vacinas no centro comercial Usce, onde os primeiros 100 vacinados recebem um vale de desconto no valor de 3000 dinares (25 euros) aceite pela gerência e retalhistas do centro comercial, em Belgrado, Sérvia, a 6 de Maio de 2021.
Pessoas esperam para receber vacinas no centro comercial Usce, onde os primeiros 100 vacinados recebem um vale de desconto no valor de 3000 dinares (25 euros) aceite pela gerência e retalhistas do centro comercial, em Belgrado, Sérvia, a 6 de Maio de 2021. REUTERS/Marko Djurica
Trabalhador de um moinho de arroz recebe uma dose de Covishield, uma vacina contra o novo coronavírus fabricada pelo Instituto Serum da Índia, durante uma campanha de vacinação na aldeia de Bavla, nos arredores de Ahmedabad, Índia, 13 de Abril de 2021.
Trabalhador de um moinho de arroz recebe uma dose de Covishield, uma vacina contra o novo coronavírus fabricada pelo Instituto Serum da Índia, durante uma campanha de vacinação na aldeia de Bavla, nos arredores de Ahmedabad, Índia, 13 de Abril de 2021. REUTERS/Amit Dave
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