Menos meio milhão de pessoas convocadas para rastreios de cancros em 2020. Pandemia foi “balde de água fria”

Nas listas de espera para cirurgia, o grande problema é a urologia, caso dos cancros de rim e bexiga, diz o director do Porgrama Nacional para as Doenças Oncológicas. José Dinis vai propor uma mudança no rastreio do cancro do colo do útero.

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A pandemia de covid-19 teve um enorme impacto nos três rastreios oncológicos de base populacional que permitem o diagnóstico precoce de cancros da mama, do colo do útero e do cólon e recto. Desde logo, o número de pessoas convidadas a participar caiu de mais de 1,2 milhões, em 2019, para cerca de 655 mil no ano passado. Uma quebra superior a meio milhão de pessoas convocadas para estes três rastreios, indicam os dados de 2020 adiantados ao PÚBLICO pelo director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direcção-Geral da Saúde (DGS), José Dinis. “O rastreio é crítico, porque permite salvar vidas”, enfatiza.