Autoeuropa teve o terceiro melhor ano de sempre em 2020 e “encerrou ciclo de crescimento”

Fábrica da Volkswagen em Palmela reclama estatuto de maior exportador nacional pelo segundo ano consecutivo. Produziu menos 59.100 unidades em 2020, culpa da pandemia.

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Miguel Manso (arquivo)

Mesmo com quebra de produção, a Autoeuropa teve em 2020 o terceiro melhor ano de sempre. A paragem na primeira fase da pandemia e os “soluços” na produção, devido ao impacto da covid-19 ao longo do ano passado, levaram a fábrica da Volkswagen em Palmela a produzir menos 59.100 veículos do que o planeado e menos 62.600 unidades do que o seu melhor ano de sempre, o de 2019.

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Mesmo com quebra de produção, a Autoeuropa teve em 2020 o terceiro melhor ano de sempre. A paragem na primeira fase da pandemia e os “soluços” na produção, devido ao impacto da covid-19 ao longo do ano passado, levaram a fábrica da Volkswagen em Palmela a produzir menos 59.100 veículos do que o planeado e menos 62.600 unidades do que o seu melhor ano de sempre, o de 2019.

A administração diz que a empresa “encerrou em 2020 um ciclo de crescimento, no qual se afirmou novamente como a principal exportadora nacional”.

Segundo um balanço divulgado esta segunda-feira, a fábrica chega aos dias de hoje com 5282 trabalhadores, dos quais 98% com vínculo permanente e mais 1987 do que em 2017, considerado o início deste ciclo de crescimento. 

Em 2018, tinha 5800 trabalhadores e produziu 223.200 veículos. Em 2019, esse número foi batido a mês e meio do fim do ano, que fechou com 256.878 veículos construídos. Contava então com sensivelmente os mesmos 5800 funcionários.

Para o responsável máximo da Autoeuropa, Miguel Sanches, o novo ciclo da empresa em 2021 “inicia-se agora num clima de grande incerteza e vulnerabilidade global devido à pandemia, e num contexto de mudança da indústria automóvel”. 

“Teremos que encontrar argumentos para nos posicionarmos de forma competitiva em relação à concentração de capacidade produtiva existente no Centro da Europa e particularmente no Norte de Espanha.”

A fábrica VW em Portugal constrói os modelos T-Roc, Sharan e Alhambra, com o maior volume a pertencer ao primeiro modelo, que Palmela produz em exclusivo para o mundo ocidental. 

“Em 2021, o T-Roc corresponde a cerca de 95% do volume planeado de encomendas, motivo pelo qual foram investidos no ano anterior 69 milhões de euros, maioritariamente no aumento da sua capacidade de produção”, explica a empresa, que conta agora com “um novo armazém para flexibilizar as operações logísticas de peças metálicas”.

“A Autoeuropa exportou também cerca de 20 milhões de peças estampadas na sua área de prensas, tendo como destino 21 fábricas de seis marcas do Grupo. Adicionalmente, a unidade de negócio de Cunhos e Cortantes projectou, construiu e entregou 11 conjuntos de ferramentas de estampagem para alguns dos lançamentos mais importantes do grupo em 2020.”

Assim, fechou o ano com um volume de negócios que “equivaleu a 1,4% do PIB nacional, e a 4,7% do total de exportações do país considerando o seu volume de negócios para o mercado externo. Mesmo com o impacto significativo da pandemia, 2020 foi o terceiro melhor ano de sempre da Volkswagen Autoeuropa, após o crescimento em 2018 e a consolidação em 2019”, diz a empresa.