Alemanha também antecipou férias escolares

Desde Novembro, que vários países europeus mexeram nos calendários escolares para lidar com a pandemia

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LUSA/FRIEDEMANN VOGEL

Mexer nas férias escolares, adiantando o seu início ou atrasando o seu fim, ou juntando ainda dias extra de férias a feriados, tem sido usado ocasionalmente em vários países europeus como parte de pacotes de restrições para tentar travar a pandemia de covid-19. Evita-se assim uma mudança súbita para aulas à distância, que em muitos países têm os seus problemas, especialmente em crianças mais novas, como no ensino básico.

Em Novembro, estas foram soluções usadas na Bélgica e no País de Gales, no segundo confinamento no caso dos belgas, e num confinamento “corta-fogo” no caso dos galeses (duas semanas de confinamento estrito).

As férias de Natal também foram antecipadas ou estendidas em várias regiões da Alemanha e do Reino Unido (a política de educação é muitas vezes decida a nível das regiões, e por isso com muitas variações, além, ainda, do nível de infecção de cada local, que também dita o nível das medidas adoptadas).

No Reino Unido, também houve locais, como a Escócia, que atrasaram o regresso após as férias de Natal uma semana, com uma segunda semana de ensino online. As escolas estão abertas para trabalhadores essenciais, mas responsáveis de alguns locais têm afirmado que há muito mais pais a reivindicarem o estatuto de trabalhador essencial e que assim há escolas com muito mais alunos do que deveriam.

Na Alemanha, as medidas variam, embora seja comum as plataformas de ensino online darem problemas, segundo a emissor alemã Deutsche Welle. Há estados federados que não consideram aulas online para os alunos da primária, por exemplo, deixando-os apenas com materiais de estudo. Outros estados, como a Turíngia, optaram por antecipar as férias de Fevereiro para todos os graus já para o final de Janeiro, antecipando depois também o seu fim, com a ideia de “libertar as famílias do ensino em casa em Janeiro e ganhar uma semana de aulas presenciais em Fevereiro”, explicou o ministro da Educação da Turíngia, Helmut Holter, ao jornal “Handelsblatt”.