Roupa, calçado e transportes ajudam inflação a ficar negativa em Outubro

Variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor foi de -0,1% em Outubro, de acordo com os dados do INE.

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Bens alimentares e bebidas não alcoólicas contrariaram tendência geral e subiram 2,46% PAULO PIMENTA

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) situou-se nos -0,1%, tal como aconteceu no mês anterior, e depois dos 0% de Agosto, mantendo-se assim em terreno negativo pelo segundo mês consecutivo. De acordo com os dados publicados esta quarta-feira pelo INE, também o indicador de inflação subjacente (que excluí os produtos energéticos e os produtos alimentares não transformados, mais sujeitos a flutuação de preços) registou uma variação homóloga negativa, de -0,1%, quando em Setembro a variação tinha sido nula.

A contribuir para a variação de -0,1% estiveram serviços e bens como os transportes, com -2,94%, e o vestuário e calçado, com -2,93%. Aos restaurantes e hotelaria coube uma variação de -0,4%. Em sentido contrário estiveram os bens alimentares e as bebidas não alcoólicas, com um contributo positivo de 2,46%, e a rubrica de “bens e serviços diversos” (onde se inclui cabeleireiros e outros cuidados pessoais), com 1,68%. Com os dados confirmados hoje pelo INE, a variação média dos últimos doze meses situou-se nos 0,1%.

Sobre as rendas de habitação, este instituto refere que a variação homóloga por metro quadrado foi de 2,1% em Outubro, o que equivale a menos 0,2 p.p. face ao valor de Setembro. “Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo o Norte registado o aumento mais intenso”, com 2,3%.

Olhando para o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, o instituto de estatística nota que este registou uma variação homóloga de -0,6%, “taxa inferior em 0,3 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em Setembro de 2020, esta diferença foi 0,5 p.p.). A Grécia é o Estado-membro que entrou mais em terreno negativo, com uma variação homóloga de -2%, enquanto no campo oposto está a Eslováquia, com um crescimento de 1,7%”.