Internacional Mid-Amateur de Portugal viu travado novo recorde de inscritos

Terceira edição é no Troia Golf com baixas de últimas horas, entre elas a do detentor do título Manuel Violas Jr.

Manuel Violas Jr., do Oporto Golf Club, detentor do título, é o grande ausente © Filipe Guerra/GolfTattoo/FPG
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Manuel Violas Jr., do Oporto Golf Club, detentor do título, é o grande ausente © Filipe Guerra/GolfTattoo/FPG

O agravamento da pandemia e a proibição de circulação entre concelhos entre os dias 30 de Outubro e 3 de Novembro – decidida dia 22 de Outubro em Reunião do Conselho de Ministros – impediu que a terceira edição do Campeonato Internacional Mid-Amateur de Portugal (escalão etário acima dos 30 anos) mantivesse a sua dinâmica de crescimento. Joga-se de sexta-feira a domingo, como sempre no Troia Golf Championship Course.

Chegou a haver 65 inscritos só na prova masculina, número que entretanto caiu para uns definitivos 33. Tinham sido 30 no primeiro ano, em 2018, e 50 o ano passado, de 11 países diferentes. A retirada de inscritos deu-se em parte por jogadores espanhóis, mas atingiu o detentor do título, o português Manuel Violas Jr., do Oporto Golf Club, que explicou ao GolfTattoo os motivos da sua desistência. 

“Com muita pena minha, não vou estar presente. Fiquei à espera para ver se o torneio seria adiado, o que na minha opinião era o mais acertado nesta altura. Não tendo sido adiado, não me sinto confortável a ir de Espinho [onde reside] a Troia para jogar golfe, quando é pedido às pessoas que não saiam dos respectivos concelhos. Isto, sabendo que podia fazê-lo e que não estaria a quebrar nenhuma lei, porque, de facto, vai haver uma autorização especial. Só acho que não seria correto da minha parte. Se eu fosse profissional de golfe, era outra coisa, mas não sou”, explicou. 

Manuel Violas salvaguarda que não está com isto a fazer quaisquer juízos de valor ou de moral. “Cada um faz aquilo que entender, e eu não acho que a minha decisão seja melhor nem pior que a dos outros, ou que seja o dono e o senhor da razão, e que todos deviam fazer como eu. Eu só controlo o que faço. E o que eu faço é achar que nesta altura o mais indicado é ficar em casa.” 

Para estes dias de proibição circulatória entre concelhos, a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto equiparou o desporto federado ao desporto profissional, entendendo-se por “desporto federado” as competições organizadas pelas federações desportivas directamente, como é o caso do Internacional Mid-Amateur de Portugal.  

Dada a ausência de Manuel Violas e também do vencedor de 2018, o alemão Jorg Paulus, é certo que haverá um novo campeão. Entre os 33 participantes na prova masculina, a “armada” espanhola entra com seis jogadores que são os detentores dos mais baixos handicaps, entre 0 (scratch) e +3.5. Entre os portugueses, destaques para Luís Costa Macedo (Lisbon Sports Club) e Tiago Costa (Aroeira), os campeões nacionas mid-amateur de 2020 e 2019, respectivamente. 

Novidade este ano é a prova feminina, com sete concorrentes, entre elas Lara Vieira (CG Santo da Serra) e Marta Lampreia (CG Estoril), campeã e vice-campeã nacionais do escalão. A única estrangeira é Minna Kaarnalahti, da Finlândia. 

A prova joga-se em três voltas de stroke play (por pancadas).

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