Évora vai ter um novo hotel: será no Paço de Valverde

Construído nos inícios do século XVI e classificado como imóvel de interesse público, o Paço de Valverde vai ser transformado em unidade hoteleira. O contrato de concessão, no âmbito do programa REVIVE, é assinado esta sexta-feira.

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DR/REVIVE-Turismo de Portugal
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A Universidade de Évora assina esta sexta-feira com a empresa SABIR Investimentos o contrato de concessão da Quinta do Paço de Valverde, no âmbito do Programa REVIVE, para a transformação do imóvel numa unidade hoteleira.

Localizada a alguns quilómetros da sede de concelho, a quinta, classificada como imóvel de interesse público, integra um paço episcopal de inícios do século XVI, que serviu de local de descanso para os membros da diocese, tendo, posteriormente, sido aí fundado um convento de frades capuchos, cuja comunidade se instalou em 1517.

Na altura do lançamento do concurso público, foi divulgado que a área a concessionar integrava ainda a capela do Paço de Valverde, o claustro da Mitra, zona de mata, várias pequenas capelas, o jardim de Jericó e lago, aqueduto, sistema hídrico e horta, entre outras valências.

De acordo com a descrição no site do programa REVIVE, do Turismo de Portugal, “do primitivo edifício quinhentista conservam-se muitos vestígios arquitectónicos, alguns de feição manuelina, como é o caso da capelinha existente na cerca conventual, pavimentada com azulejos da primeira metade do século XVI”. Já no jardim de Jericó “sobressai o lago dos cardeais, iniciado na segunda metade do século XVII e decorado em volta da estátua de Moisés”.

Segundo os autores do texto, destaca-se ainda no conjunto edificado a capela do convento “pelo seu valor arquitectónico": “Um perfeito exemplo de microarquitectura renascentista, onde a harmonia do traçado e a planta centralizada em cruz grega revelam rara erudição e actualidade”.

Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, a quinta ficou na posse do Estado, que aí instalou um Posto Agrário. Mais tarde foi Escola Prática de Agricultura e, depois, a Escola de Regentes Agrícolas, agregada, até hoje, à Universidade de Évora, integrada no Pólo da Mitra da instituição alentejana.

Com uma área bruta de construção de quase 7500 metros quadrados, o imóvel será reconvertido numa unidade hoteleira pela empresa SABIR Investimentos, que ganhou o concurso público de concessão no âmbito do Programa REVIVE.

A cerimónia de assinatura do contrato está marcada para as 15h30 desta sexta-feira, antecedida por uma visita à propriedade, orientada por Filipe Themudo Barata, professor do Departamento de História da Universidade de Évora. Na sessão, estão previstas as intervenções da reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas, da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e da directora da SABIR Investimentos, Shahenaz Sadruin Ibrahim Ali.

“A iniciativa, que decorrerá em conformidade com as recomendações de segurança da Direcção-Geral da Saúde (DGS), contará ainda com alguns representantes dos organismos regionais envolvidos”, acrescentou a academia alentejana.

Segundo a Universidade de Évora, a propriedade já foi alvo de obras de recuperação, que incidiram nas capelas de São João do Deserto, de São Teotónio e das Penhas, e, recentemente, “recebeu financiamento para a reabilitação dos sistemas hidráulicos e a consolidação dos muros e pavimentos”, no âmbito do Programa Valorizar, dinamizado pelo Turismo de Portugal.

O Programa REVIVE é uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, com a colaboração das autarquias e a coordenação do Turismo de Portugal. A iniciativa abre o património imobiliário público ao investimento privado, através da concessão da sua exploração, por concurso público, para o desenvolvimento de projectos turísticos que preservem e valorizem a identidade histórica, cultural e social do país.

“Em 2019 foi lançada a segunda edição do REVIVE, com a integração de 16 novos imóveis. O programa integra actualmente um total de 49 imóveis, dos quais 21 se localizam em territórios do interior”, resume a Universidade de Évora. Até ao momento, continua, “foram lançados concursos para a concessão de 22 imóveis no REVIVE, tendo sido adjudicadas 18 concessões, que representam um investimento total estimado em cerca de 138 milhões de euros e rendas anuais na ordem dos 2,4 milhões de euros”.

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