Opinião

Cartas ao director

Comemorações de Fátima

As Comemorações de 13 de Setembro juntaram mais de 100 mil pessoas, formando um dos maiores, se não o maior, ajuntamento desde o surgimento da covid. Ao contrário do que ocorreu com a Festa do Avante!, a qual se realizou com um décimo das pessoas, num espaço com maiores dimensões e com regras mais apertadas, nenhum representante político veio a público criticar a situação. (…) Quando milhares de restaurantes, cafés, cabeleireiros, entre outros, são obrigados a reduzir o número de clientes e a cumprir um sem número de recomendações que ameaçam a sua própria sobrevivência, é inaceitável assistir a um ajuntamento de 100 mil pessoas, que vai contra tudo o que o Governo e DGS recomendam ao resto da população. Mais uma vez, parecem existir certas actividades privilegiados face à restante economia. 

João António do Poço Ramos, Póvoa de Varzim

Escola e Cidadania

A solidariedade cidadã, aliada ao saber partilhado, é o grande traço civilizacional no combate às exclusões e na construção de sociedades mais justas. O que se aplica ao Ensino, público ou privado: o papel da Escola é, portanto, “fazer do privilégio de acesso à Cultura, média e superior, a missão de não deixar ninguém para trás”. A frase é de Frei Bento Domingues no seu artigo “A marca cristã da escola católica”, saído no domingo no PÚBLICO, e com cujas ideias só é possível (independentemente de sermos crentes ou agnósticos) identificarmo-nos de coração aberto. Trata-se do mais sólido esvaziamento que li de certa “carta aberta” contra uma disciplina dos ‘curricula’ escolares, “Cidadania e Desenvolvimento”, onde se usaram argumentos não só muito reaccionários mas, sobretudo, isentos de uma gota de humanismo! Por isso é tão salutar ler-se sobre esta matéria Frei Bento que, a concluir a sua reflexão, mais nos diz o seguinte: “...Não consegui descobrir a maldade que possa existir nas Linhas de Orientação para a Educação da Cidadania.” Nós também não...

Vítor Serrão, Lisboa

Nacional-porreirismo

O sr. primeiro-ministro, ao fazer-se incluir na Comissão de Honra do actual presidente do Benfica, é uma nítida e viva imagem do nacional-porreirismo. E, já se sabe, isto é tanto mais grave quanto é certo estarem a pairar nuvens incriminatórias contra a idoneidade desse presidente – tal como vem divulgado pela comunicação social. Então, indague-se: que honra? Para que? E de quem?

António Bernardo Colaço, Lisboa

A TAP e o Porto

Debate-se há meses na praça pública o facto de o Porto ficar de fora nos vários planos de retoma/recuperação da TAP. Acontece que uma recuperação pressupõe lucro. Se os voos com origem no Porto não são lucrativos não devem ser implementados, pois apenas contribuiriam, ainda mais, para o definhamento da companhia, com prejuízo para os mesmos de sempre: os contribuintes portugueses. Não estando a TAP obrigada à prestação de serviço público e estando o aeroporto Sá Carneiro bem servido por outras companhias (maioritariamente low-cost), não se compreende esta discussão estéril, apenas justificada pela necessidade de protagonismo/promoção de alguns agentes, principalmente políticos, do Norte...

Jorge Loureiro, Anadia

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