Os Encontros da Imagem estão de volta. Génesis é o tema de 2020

O evento conta com 36 exposições espalhadas por quatro cidades portuguesas. O contexto pandémico levou a organização a dividir o valor do Prémio Emergentes 2020 pelas três melhores obras. Mais do que nunca, o festival procura abrir oportunidades e apoiar os artistas nacionais e internacionais.

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Nina Franco

A 30.ª edição dos Encontros da Imagem — Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais de Braga traz a público, de 11 de Setembro a 31 de Outubro, os 14 projectos fotográficos que venceram o Prémio Descoberta 2020 (Discovery Awards 2020). “Génesis” — no sentido de “criação e destruição” — foi o tema escolhido para a edição deste ano.

Três é o número de prémios internacionais: o Descoberta (Discovery Award), o Emergentes 2020 — Prémio Internacional de Fotografia Encontros da Imagem e o Livro de autor (PhotoBook Award 2020). Face ao “sucesso das edições anteriores”, lê-se no site oficial, o festival promoveu novamente o prémio Descoberta, que contou com a candidatura de 259 obras provenientes de fotógrafos de 37 países.

Ao todo, o festival vai organizar 36 exposições que se estendem ao Porto, a Guimarães, a Barcelos e a Braga. É na cidade promotora do festival (Braga) que a maior parte dos projectos vão ser exibidos. No site é possível encontrar as obras de cada participante — individual ou colectivo.

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Federico Estol

Face à pandemia de covid-19, a organização viu-se na obrigação de “procurar e criar um plano B e C com vista a cumprir e salvaguardar o distanciamento social”, declara o director do festival, Carlos Fontes. Neste sentido, as actividades habituais sofreram um conjunto de alterações. Iniciativas como a leitura crítica de portefólios e as conferências e debates presenciais passaram a ser realizadas por videoconferência. Por outro lado, o fim-de-semana inaugural acabou por ser substituído pela sessão solene de abertura oficial da 30.ª edição do evento. ​

Além do caderno de actividades, a atribuição dos prémios foi também adaptada. No caso, a alteração deu-se no valor do Prémio Emergentes 2020. Carlos Fontes explica que, tendo em conta “o momento difícil que os artistas estão a passar”, este ano a organização optou por dividir o prémio de 5000 euros pelos três melhores projectos e não atribuir o valor apenas ao primeiro melhor. Assim, o primeiro vencedor vai receber 2000 euros e os segundo e terceiro qualificados um prémio de 1500 euros, respectivamente.

Em dias e cidades diferentes, as obras vencedoras vão ser expostas e disponibilizadas ao público. No conjunto dos 14 artistas vencedores do Prémio Descoberta 2020 encontram-se nomes como Annamaria Belloni, com a obra Supernatura, bem como o de James Reeder e Rosa Rodriguez, com as obras Untitled Photographic Objects e The White Line, respectivamente. A organização decidiu, ainda, contemplar 16 artistas com a projecção das obras respectivas num vídeo comum. Este segundo grupo conta com a presença de um artista português, Afonso Sereno, que concorreu com a obra Sonhos insulares

Texto editado por Ana Maria Henriques