Primeiro estudo forense de um rei português vai pôr-nos cara a cara com D. Dinis

Três anos de trabalho entram agora na recta final. Uma vasta equipa técnica abriu o túmulo do rei-poeta e está a estudá-lo por dentro e por fora. E a restaurá-lo. Como era o rei? O que comia? De que morreu?

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Pormenor da jacente do rei com uma gaze a cobrir-lhe o nariz de gesso
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Nesta imagem é bem visível a desproporção da cabeça da escultura em relação ao resto do corpo, ligeiramente arqueado
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Detalhe do local de trabalho dos conservadores-restauradores
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Centenas de pedaços de têxteis estão já acondicionados em caixas para que os técnicos tentem chegar a uma proposta de como o rei estaria vestido quando o sepultaram
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A conservadora-restauradora Paula Monteiro observa um fragmento de tecido ao microscópio
,Escultura em pedra
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Pormenor decorativo da arca funerária representando duas monjas cistercienses

No momento em que o abriram fez-se um silêncio profundo. A equipa técnica tinha preparado durante muito tempo a operação e, por isso, tudo foi feito sem sobressaltos, em menos de uma hora. “A adrenalina era muita, a emoção grande”, lembra Maria Antónia Tinturé, coordenadora técnica de um projecto que começou no final de 2016 com a intenção de restaurar o túmulo de D. Dinis e está agora a entrar na recta final, depois de se transformar no primeiro estudo científico pluridisciplinar a envolver um monarca português, neste caso o sexto a usar a coroa, há mais de 700 anos.