Greta Thunberg: “O mundo ainda está em negação da crise climática”

A jovem activista encontra-se nesta quinta-feira com a chanceler Angela Merkel para lhe entregar um documento com um conjunto de exigências que já foi assinado por mais de 125 mil pessoas. Futuro da luta climática passará por mais do que mera pressão junto dos governos e das instituições e já está a ser desenhado.

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Greta Thunberg, em Lisboa, no ano passado, a caminho da COP25, em Madrid Francisco Romao Pereira

Nesta quinta-feira passarão exactamente dois anos sobre o dia em que uma jovem estudante sueca decidiu iniciar uma greve climática às aulas. O nome de Greta Thunberg era ainda desconhecido, mas com esse acto ela punha em marcha uma gigantesca onda de mobilização dos jovens para a crise climática e ambiental. Dois anos depois, contudo, o que parecia a alavanca para as mudanças conducentes à redução de emissões de gases com efeito de estufa foi travado pela pandemia e muito pouco se conseguiu, com 2019 a aparecer mesmo como o ano com maior emissão desses gases de que há registo. O balanço não é famoso, mas a vontade de lutar não esmoreceu. 

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