Bruno Fernandes resolveu o problema do Manchester United

A equipa inglesa sentiu muitas dificuldades contra o Copenhaga, mas garantiu a qualificação para as meias-finais da Liga Europa com um golo do português. Lukaku foi decisivo no apuramento do Inter.

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Reuters/WOLFGANG RATTAY

Não foi fácil, mas Manchester United e Inter de Milão garantiram o apuramento para as meias-finais da Liga Europa. Numa eliminatória disputada em apenas um jogo, na Alemanha, os ingleses apenas no prolongamento, com um golo de Bruno Fernandes, conseguiram desenvencilhar-se da organização do Copenhaga (1-0), enquanto os italianos afastaram o Bayer Leverkusen (2-1) com Romelu Lukaku em destaque.

Das duas primeiras partidas dos quartos-de-final, o duelo entre treinadores noruegueses em Colónia era, em teoria, o mais desequilibrado, mas o Copenhaga de Solbakken voltou a deixar uma excelente imagem na Liga Europa e deu muito trabalho ao United de Solskjaer.

Os dinamarqueses, que a nível interno realizaram uma época abaixo das expectativas – 2.º lugar a 14 pontos do campeão Midtjylland -, estiveram durante 90 minutos muito bem organizados e deram sempre a iniciativa de jogo ao United, mas conseguiram com regularidade surgir com perigo junto da baliza de Romero. Com Bruno Fernandes apagado na primeira parte, foi o jovem Greenwood que mais problemas criou ao Copenhaga, mas os primeiros 45 minutos terminaram sem golos.

Após o descanso, o ascendente do United foi mais evidente (Bruno Fernandes esteve melhor e acertou no poste aos 62’), mas foi preciso esperar pelo quarto minuto do prolongamento para o United resolver o quebra-cabeças dinamarquês: Martial caiu na área e, na conversão do penálti, Bruno Fernandes fez o sétimo golo esta época na Liga Europa.

Em Dusseldorf, a qualidade do duelo entre o Inter e o Bayer foi superior. Sem mexer no “onze” que cinco dias antes tinha derrotado o Getafe, Antonio Conte procurou não alterar a estrutura dos milaneses e o Inter repetiu o futebol de qualidade das últimas semanas.

Apesar de o Bayer jogar praticamente em casa – 50 quilómetros separam Leverkusen de Dusseldorf -, o Inter voltou a contar com uma dupla de ataque temível (Lukaku e Lautaro Martínez) e o poderoso avançado belga estabeleceu um registo ímpar na Liga Europa: na época 2014-15, ao serviço do Everton, Lukaku tinha marcado nos últimos cinco jogos que disputara pelo clube de Liverpool; esta época, pelo Inter, fez golos nas quatro partidas que realizou pelos italianos. No total, são 12 golos nas últimas nove partidas que fez na Liga Europa, um novo recorde na prova.

Mas Lukaku não se limitou a marcar. Após um início equilibrado, o belga foi fundamental no primeiro golo do Inter (Barella marcou aos 15’) e, seis minutos depois, usando toda a sua potência, ganhou o duelo com Tapsoba e colocou o marcador em 2-0.

Até aí em dificuldades, o Bayer socorreu-se da sua estrela para ganhar novo fôlego. Quase na resposta, o jovem Kai Havertz, uma certeza do futebol alemão que promete agitar o mercado de transferências nas próximas semanas, reduziu.

Ao intervalo, apesar da superioridade do Bayer na posse de bola, a desvantagem de apenas um golo era um resultado positivo para o clube de Leverkusen que, no entanto, surgiu melhor na segunda parte.

Exercendo uma pressão mais intensa, o Bayer conseguiu que o Inter surgisse com menos perigo na sua área, mas o “carrasco” do FC Porto na Liga Europa não voltou a bater Handanovic, e, no próximo dia 21, em Colónia, não haverá equipas germânicas na final.

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