Voto electrónico nas AG do Sporting sem impedimentos legais

Grupo de trabalho liderado por Rogério Alves entregou à direcção “leonina” uma proposta de alteração dos estatutos para acomodar o sistema

Frederico Varandas, presidente do Sporting
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Frederico Varandas, presidente do Sporting LUSA/JOãoRELVAS

Não há “normas legais” que impeçam a introdução do voto electrónico nas assembleias gerais (AG) do Sporting. Esta foi uma das principais conclusões de um grupo de trabalho liderado por Rogério Alves mandatado pela direcção liderada por Frederico Varandas para a introdução deste sistema nas AG dos “leões”, comuns ou eleitorais.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira assinado pelo Conselho Directivo do Sporting, é referido que o grupo liderando pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral não identificou “normas legais que impeçam a introdução do I-Voting”, para além de considerar que o sistema “permite manter inalterado o modelo das AG [...], que prevê períodos para debate e votação e [...] o direito dos sócios de formularem propostas sobre temas incluídos na ordem de trabalhos”, referindo ainda que o voto electrónico deve “garantir em qualquer caso o segredo do voto e a autenticidade do meio utilizado e dos resultados”.

A nota diz ainda que o grupo de trabalho apresentou à direcção do Sporting uma proposta de alteração dos estatutos do clube para que estes possam acomodar este sistema de votação, uma proposta que será analisada pelo conselho directivo e, depois, colocada à votação dos sócios “leoninos”.

No início do ano, Frederico Varandas referiu-se ao voto electrónico como “um sistema de voto electrónico remoto, pioneiro no ecossistema desportivo, que poderá constituir uma verdadeira confirmação e consolidação dos princípios democráticos no clube”.

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