Bélgica impõe quarentena a quem chegue de Lisboa, classificada como “zona vermelha”

Ministério dos Negócios Estrangeiros belga classifica como “zonas vermelhas” Lisboa, Lérida (Catalunha) e La Mariña (Galiza).

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Mais de uma dezena de países impuseram restrições a viajantes oriundos de Portugal LUSA/MÁRIO CRUZ

O Ministério dos Negócios Estrangeiros belga actualizou esta quinta-feira uma lista oficial, em forma de “semáforo”, que classifica os vários destinos europeus por cor, incluindo Lisboa na “zona vermelha” por ser uma zona “de risco” devido ao novo coronavírus.

Na informação disponibilizada no site, o Ministério dos Negócios Estrangeiros belga classifica Lisboa, assim como as regiões espanholas de Lérida (Catalunha) e La Mariña (Galiza), como uma “zona vermelha”, o que “implica uma quarentena ao regressar à Bélgica”. De acordo com o jornal The Brussels Times, os viajantes que regressarem ao país vindos dessas regiões serão encarados como “contactos de alto risco” e ser-lhes-á solicitado que cumpram um período de quarentena e que sejam testados ao novo coronavírus.

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Ministério dos Negócios Estrangeiros belga publicou uma série de medidas para diferentes países, do verde ao vermelho

Portugal, à excepção de Lisboa, permanece na zona laranja, o que, de acordo com a legenda da imagem, significa que “as viagens são possíveis”, embora os viajantes possam ser “sujeitos a quarentena, teste [de diagnóstico à covid-19] ou outras condições”. Neste grupo incluem-se ainda países como Espanha (excepto Lérida e La Mariña), Chipre, Dinamarca, Reino Unido e Islândia. Porém, embora haja países no grupo laranja, não há regiões específicas incluídas neste grupo intermédio.

O grupo com luz verde, para o qual as viagens são permitidas sem restrições, inclui a Alemanha, Áustria, França, Hungria, Itália, Luxemburgo, Letónia, Croácia, Países Baixos, Polónia, Roménia, Eslováquia, Suécia, Suíça, Liechtenstein, Lituânia, Estónia, Bulgária, República Checa, Eslovénia e Grécia. Estes correspondem a países “que abriram as suas fronteiras aos belgas” e para os quais “viajar e regressar à Bélgica é permitido sem restrições”, nota o The Brussels Times.

A “zona vermelha” pressupõe que as viagens para esses países estão proibidas, incluindo-se aqui a Finlândia, Irlanda, Malta e Noruega. Porém, embora Lisboa se inclua na “zona vermelha”, a informação disponibilizada no site não esclarece em que circunstâncias se aplica o período de quarentena ou a proibição de viagens. O PÚBLICO tentou contactar a Embaixada da Bélgica em Portugal para obter esclarecimentos, mas não obteve resposta até à data de publicação deste artigo.

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A informação disponibilizada no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros belga refere ainda que se o viajante “regressar de uma zona vermelha a quarentena é obrigatória no regresso”, sendo, por outro lado, “recomendável se regressar de uma zona laranja”.

O anúncio chega dias depois de o Reino Unido ter anunciado que Portugal está fora da lista inglesa de países de baixo risco para a covid-19, impondo a quarentena à chegada para quem viaje de Portugal para o Reino Unido — uma decisão bastante contestada pelo Governo português.

Na quarta-feira, a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, também anunciou que Portugal e Espanha foram excluídos da lista de 39 países isentos de quarentena na chegada à Escócia.

A Bélgica regista 62.210 casos confirmados de covid-19, contabilizando, desde o início da pandemia no país, em Fevereiro, 9.778 mortes, segundo dados divulgados esta quinta-feira pela Universidade Johns Hopkins.

Notícia e título alterados a 9 de Julho de 2020 para clarificar que Lisboa é classificada como “zona vermelha"

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