JP pede demissão da ministra da Cultura

Líder da “jota” do CDS apela à intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa em defesa da tauromaquia.

Graça Fonseca recusou receber um barrete dado pelos grupos amadores de Évora e São Mansos
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Graça Fonseca recusou receber um barrete dado pelos grupos amadores de Évora e São Mansos LUSA/NUNO VEIGA

O líder da Juventude Popular (JP), Francisco Mota, pede a demissão da ministra da Cultura, depois de Graça Fonseca ter recusado a aceitar um barrete do grupo de forcados de Évora.

“Ficou comprovado que a senhora ministra inaugurou uma campanha intencionada de proibição e condenação das actividades tauromáquicas. A ministra só tem um caminho possível: a demissão”, lê-se numa nota divulgada pelo líder da organização de juventude do CDS.

Este sábado, antes de visitar o Teatro Resende, em Évora, Graça Fonseca foi abordada por manifestantes do grupo amador de forcados de Évora e de São Mansos, a propósito da proibição dos espectáculos tauromáquicos, tendo-lhe sido oferecido um barrete. A ministra não conversou com os manifestantes e recusou a oferta.

“Negar um barrete dos forcados de Évora é negar a tradição e a cultura portuguesa”, considera o líder da JP, defendendo que o Governo “não pode continuar com a imposição da sua agenda ideológica”.

Francisco Mota defende que o “retomar actividade tauromáquica tem que ser imediato” e apela à intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa.

“Esta na hora do Presidente da República tomar posição em defesa da tauromaquia, não basta visitar as praças de touros e dizer que é defensor da cultura portuguesa em campanha e depois querer jogar no tabuleiro da indefinição. Quem cala e consente é tão criminoso como aquele que comete o crime”, atira o líder da JP.

Já dentro do teatro Garcia Resende, questionada pelos jornalistas, a ministra da Cultura, explicou que, no que respeita a esta área, “o que foi acertado” em Conselho de Ministros, “foi que deveriam ser definidas as regras entre as associações do sector e a Direcção Geral da Saúde (DGS), com o apoio da Inspecção-Geral das Actividades Culturais.

“A informação que tenho é que as regras estão definidas, foi feito o trabalho com a DGS e, portanto, assim que as regras estiverem aprovadas pela DGS, as touradas podem reiniciar as suas actividades”, esclareceu.

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